Publicado em 16/11/2011

Israel ameaça Irã, mas sabe que qualquer ação pode significar seu fim

O presidente israelense, Shimon Peres, que já foi do partido Trabalhista e muito elogiado pela “esquerda” internacional e também pela brasileira, por ser um “homem da paz”, vem se superando. Depois de ser parte dos “falcões” do nazista Netanyahu ao defender o bombardeio e massacre em Gaza, agora é o porta-voz da ameaça de ataque contra o Irã , dizendo que um ataque ao país estava se tornando cada vez mais provável.

Tais declarações criminosas, contra um país soberano são alimentadas por relatórios imperialistas fabricados pela agência nuclear da ONU, sob encomenda do sionismo e dos EUA, e que afirmam que o Irã está desenvolvendo uma capacidade para produzir armas nucleares secretamente. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que nunca viu, denunciou ou se interessou pelas bombas nucleares fabricadas secretamente por Israel – estas sim já comprovadas – faz o jogo do nazi-sionismo ao querer justificar a guerra contra o Irã, assim como as “armas de destruição em massa”, que nunca existiram, justificaram a guerra contra o Iraque de Saddam.

Mas a ameaça de Israel soa como bravata, pois a realidade atual mostra este enclave militar ilegítimo acossado por todos os lados, desde massas árabes revolucionárias derrubando seus governadores traidores de colaboração com Israel (como na Líbia e no Egito), até palestinos em franca ofensiva por se tornarem um país reconhecido internacionalmente.

A derrota imperialista nas guerras do Iraque e Afeganistão também impedem que Obama coloque os EUA em outro front. Sabendo disso, o chanceler iraniano, Ali Akbar Salehi, já ameaçou Israel de volta e o chanceler russo Sergei Lavrov fez o alerta que uma ação militar contra o Irã seria um "erro muito grave repleto de consequências imprevisíveis", numa “sutil” lembrança que defendem o Irã e poderiam agredir Israel em caso de um ataque como o mencionado por Shimon Peres.

Este tipo de declaração, que mostra que também há resistência diplomática a uma ação militar contra o Irã, no entanto, não pode receber nenhuma confiança das massas árabes ou persas. As potências, incluindo a China e a Rússia, covardemente não foram capazes de defender o Iraque da agressão dos EUA, pois hoje se tornaram semi-colônias do imperialismo e são impotentes diante de uma ação internacional imperialista. Por outro lado, os trabalhadores destes mesmos países imperialistas, assim como non mundo todo, impedem que haja qualquer ataque, pois a situação revolucionária mundial coloca Israel na berlinda por si só, quanto mais se ousasse um ataque destas proporções.

Os revolucionários defendem o legítimo e justificado interesse do Irã em desenvolver armas para se defender de um Estado semi-nazista como é Israel. A ameaça de atacar outro país por supostamente querer ter as mesmas armas que este Estado há muito tempo já possui é a prova de que realmente é preciso se armar e destruir Israel.

Os iranianos devem prosseguir sua luta e resistência, e devemos cercá-los de solidariedade e ações de apoio no mundo todo. No Brasil, é preciso romper relações diplomáticas e comerciais com Israel, um país terrorista, que se sente livre para ameaçar e matar quem ousa lhe enfrentar.

 

 

 

 

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