Publicado em 20/06/2008
OTAN anuncia avanço no plano imperialista
de dominar Kosovo

No dia 11 de junho a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) decidiu avançar em sua política para garantira a dominação imperialista da região de Kosovo ao anunciar que passará a treinar forças de segurança multiétnicas e profissionais no território. Segundo o informe da Organização, será treinada uma força de 2.500 soldados, para que estes estejam em condições de controlar a ordem pública em um prazo de três anos, servindo inclusive como base para “criar instituições de segurança". Esta posição da OTAN surge passados quatro meses desde a autoproclamação de independência kosovar.


Mapa com a localização de Kosovo

A decisão de formar a força de segurança foi tomada quatro dias antes da aprovação de uma nova Constituição no Kosovo que legalizaria o estado Kosovar, dando plenos poderes ao país. Segundo o planejamento do imperialismo europeu uma missão da União Européia (UE) denominada "Eulex" deveria assumir em junho ocupação militar do território, que hoje é feita por uma missão da ONU na ex-província sérvia. Porém, diferenças entre as principais potências impediram que a troca ocorresse, razão pela qual agora o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pressiona para que uma operação mais reduzida das Nações Unidas permaneça no território, ao mesmo tempo em que oferece mais competências à minoria sérvia no Kosovo.

Tanto ONU quanto OTAN já informaram que as forças de segurança kosovares terão no máximo 2.500 soldados e não poderão utilizar armamento pesado, mas sim metralhadoras leves inferiores a 13 milímetros. Sendo que ficarão encarregados da ordem pública, do controle de crises e de emergências civis, mas não da segurança de fronteiras, e sua formação significará a dissolução das anteriores forças kosovares, nas quais eram muitos os membros da guerrilha do Exército de Libertação do Kosovo (UCK).

No dia 15 de junho a Constituição de Kosovo independente entrou em vigor, apesar da oposição de Belgrado, marcando o início de uma reconfiguração de poder na antiga província sérvia. O presidente kosovar, Fatmir Sejdiu, promulgou ainda uma série de leis que até o sábado precisariam do aval da missão da ONU (MINUK) que administra o território desde o fim do conflito de 1998-1999 entre as forças do regime sérvio de Slobodan Milosevic e os separatistas de etnia albanesa de Kosovo. "A adoção da Constituição representa o segundo momento histórico mais importante para Kosovo, depois da proclamação da independência", afirmou Sejdiu.

O Movimento Revolucionário, assim como sempre fizeram os verdadeiros revolucionários, se coloca do lado dos trabalhadores e de sua luta em relação a sua forma de associação nacional. Ainda que defendamos que o mundo não deve ter fronteiras e entendamos que experiências como a da ex-Iuguslávia (que sempre ocorreu de maneira desvirtuada e opressiva em muitos sentidos) podem ser bem sucedidas. Como comprova o exemplo dos primeiros anos da ex-URSS, onde diferentes povos puderam conviver associados num mesmo país, através de uma federação de repúblicas ou estados unidos, em formas transitórias ao comunismo, que, aí sim, poderá ser sem fronteiras.

Defendemos que o fim da opressão e exploração que os trabalhadores de Kosovo sofrem deve ser conquistado pelos próprios trabalhadores, através de sua luta direta e intransigente para derrubar os governos opressores e subservientes do imperialismo, tomar o poder e construir um Estado operário, de todos os trabalhadores, independente da raça ou etnia. Embora tenhamos clareza de que cabe a cada povo oprimido decidir se desejam permanecer sob um mesmo país em que são oprimidos ou constituir outra nação, independente.

Por isso, se coloca a necessidade de os trabalhadores de Kosovo construírem grandes mobilizações contra o imperialismo europeu e norte-americano, suas tropas de ocupação militar da ONU e OTAN que defedem uma “independência” de Kosovo que só atende aos interesses da Burguesia Imperialista e vai contra os interesses e as necessidades dos trabalhadores de kosovo. Parte deste processo deve ser a construção de um grande Movimento Revolucionário na região, para que se derrote o Governo capacho do imperialismo, sua política de dividir para conquistar e o próprio sistema capitalista. 

Lutar para derrotar o Imperialismo e sua política de dominação e divisão dos Bálcãs!

Por uma Verdadeira Independência de Kosovo!

Que os trabalhadores Kosovares lutem e imponham sua autodeterminação!

Pelo direito à autodetermiação dos povos

Pelo direito à independência de Kosovo

Fora as tropas da ONU e OTAN – os atuais ocupantes e agressores de Kosovo

Pela não adesão à UE xenofóbica e imperialista. Por um Kosovo independente dos trabalhadores

Pelo internacionalismo proletário. Pela união dos trabalhadores de Kosovo com os sérvios, bósnios, eslovenos, croatas, macedônios, montenegrinos e albaneses.

Pela revolução socialista e uma Federação de repúblicas soviéticas dos bálcãs e de toda Europa.

 

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