Publicado em 05/05/2010

Israel aplica lei que expulsa palestinos de seu próprio território!

Israel sempre busca novas formas de enfraquecer qualquer possibilidade de resistência do povo palestino. Já não bastavam os inúmeros assentamentos de colonos judeus nos territórios do povo árabe, agora Israel, junto do Fatah (direção traidora palestina), ataca também o direito do povo que vive nos territórios controlados pelos próprios palestinos.

Com um novo decreto de Israel, aplicado no dia 15 de abril, que determina que os palestinos que vivem na Cisjordânia e tenham em sua carteira de identidade o endereço fixado na Faixa de Gaza devem ser deportados sumariamente em até 72h sem direito à apelação judicial.

Ou seja, se transformam os palestinos com origem em Gaza, onde a luta é mais intensa, em um imigrante ilega dentro de seu próprio território, enviando para longe o considerado “infiltrado”.

        A nova medida irá afetar dezenas de milhares de trabalhadores que vivem na Cisjordânia, que agora passam a ser tratados da mesma maneira que os mexicanos que vivem nos EUA, ou os brasileiros que vivem na Europa, com a diferença ainda mais bárbara de que aquele é o seu país.

Neste caso, o pequeno detalhe, é que quem pode ser mandado embora são os "europeus na Europa e norteamericanos em plenos EUA". Palestinos poderão ser expulsos de suas casas, sem possibilidade de retorno, mesmo sendo um lugar que faz parte de seu próprio território, claramente atacando o direito de todo um povo de determinar um direito simples de ir e vir, e residir em qualquer lugar em seu próprio Estado.

        Muitas pessoas estão com receio do que poderá acontecer consigo e suas famílias. Uma população que já teve a grande maioria de seu território ocupado, e sob constantes bombardeios de Israel, o Estado ocupante genocida, agora se vê em uma nova situação onde muitas famílias serão divididas.

População cercada. A única solução é a luta!

O governo israelense já mantém um cerco digno da divisão que se mantinha entre as duas Alemanhas durante a Guerra-fria. Só que, nesse caso, o muro está sendo construído por um governo de outro grupo étnico, racista, e com claros interesses de espólio.  

        O território palestino é dividido em duas partes. Uma região é a Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas, grupo que expulsou do poder o Fatah traidor, com uma população estimada em 1,5 milhões de habitantes. A outra parte é a Cisjordânia, contando com 2 milhões de pessoas, governadas pelo Fatah, que deu um golpe contra o Hamas, que era o governo legítimo, e é reconhecida internacionalmente como autoridade palestina por isso mesmo, sempre traindo seu povo.

        Entre as duas faixas de terra, há todo o território israelense, onde antes da ocupação israelense em 1948, tudo pertencia ao povo árabe.

        Israel mantém a Faixa de Gaza cercada, permitindo o trânsito entre os territórios somente de pessoas autorizadas a trabalhar nos subempregos no território de Israel.

Israel usa-se de todas suas armas contra os palestinos; até mesmo do próprio Fatah

 

Esse novo ataque, em que tenta retirar da Cisjordânia os “infiltrados”, é deflagrado em comum acordo entre o governo genocida de Israel, e o traidor Fatah da Cisjordânia.

Israel, como se percebe, tem a tarefa de manter o povo árabe como um povo dominado, tomando seus territórios, ora em porções maiores, ora em pequenos assentamentos, mas sempre invadido e dominado cada dia mais o território árabe. Enquanto isso, o Fatah, com Mahmoud Abbas sendo seu representante, se degenerou completamente, e abandonou a bandeira da luta dos palestinos pelo o fim do Estado de Israel. Hoje, está “lutando” por dois Estados – um dos árabes, muito menor do que já foi um dia; e outro dos judeus, maior e mais rico. Na prática, esta política é a rendição aos assassinos e terroristas sionistas.

O Fatah, além de abandonar a luta contra o governo israelense, que conta com total apoio dos EUA, agora permite que o exército israelense deporte conterrâneos de seu próprio território.

Tudo isso com a intenção de expulsar grupos ligados ao Hamas, que podem estar se organizando pela derrubada do Fatah na Cisjordânia, da mesma maneira que ocorreu em 2007, quando o Hamas expulsou o Fatah golpista do poder na Faixa de Gaza.

        Já não é a primeira vez que o Fatah demonstra que hoje é um representante ilegítimo das causas palestinas. O Fatah foi denunciado por ter fornecido informações que levou o Mossad, o serviço secreto israelense, até um dos lideres do Hamas, que foi assassinado em Dubai, quando negociava armas para a resistência palestina.

Hoje, o Fatah tenta destruir a única organização, que apesar de usar métodos equivocados, se coloca em resistência contra os ataques israelenses. Isso enquanto os ataques de Israel são os piores possíveis. Diante disso, a resistência palestina deve contar com todo nosso apoio, mas ser combinada com a denúncia do papel que as direções oportunistas e conciliadoras têm na Palestina e no mundo inteiro, ajudando o inimigo e enfraquecendo os verdadeiros lutadores.

 

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