Publicado em 15/02/2010

Israel mata novamente. Um Estado teocrático, racista e assassino.

O ataque contra os palestinos se manifesta por diversos campos de batalha, e a “nova” ofensiva do imperialismo contra o terror, após a tentativa de explosão de um avião nos EUA, ocorrida às vésperas do Natal, faz a pressão aumentar sobre a região.

Seguindo a linha de acabar com o “terror”, como Israel chama a justa e legítima resistência armada dos trabalhadores contra sua ocupação, este país assassinou mais um dos líderes do Hamas, no dia 20 de janeiro. Apesar de dúvidas acerca da forma como ele fora morto, fica claro que o maior interessado na morte de Mahmoud Abdel Rauf al Mabhuh, é o Estado semi-nazista de Israel, com a intenção de enfraquecer o Hamas, principalmente seu braço armado.

Mahmoud al Mabhuh era um dos líderes e membro fundador das brigadas Izz el-Deen al-Qassam, em 1988, o braço armado do Hamas. Ele esteve diretamente ligado a diversos sequestros de líderes israelenses e era responsável pelas investidas militares da organização árabe. Inclusive, estava em Dubai, onde foi encontrado morto, para negociar armas dando continuidade à luta contra Israel.

Israel é um Estado ilegítimo, construído em cima da Palestina, onde viviam judeus, muçulmanos e cristãos, num único território. Se sustenta sob um regime fanático religioso, de cunho teocrático, que age de modo racista contra árabes, e que se concede o direito de matar quem bem entender, sem processo, sem permissão internacional, nem nada. O único nome disso é terrorismo de Estado.

Líder do Hamas foi alvo do terrorismo de Israel

O palestino foi alvo da Mossad, o serviço secreto do país, que age sem nenhum segredo a mando do governo e dos EUA, praticando sequestros, assassinatos e agressões generalizadas. É equivalente à CIA dos norteamericanos. Segundo as autoridades de Dubai, um grupo de homens estava em busca do líder palestino na cidade-estado, e utilizava passaportes europeus, matou Mahmoud.

Além de se portarem como uma verdadeira gangue, sua morte foi feita com requintes de crueldade. Mahmoud foi eletrocutado na cabeça e depois enforcado, conforme revelaram os familiares. Outra versão, segundo algumas autoridades que noticiaram o assassinato, atestava “ataque cardíaco”, o que todos sabiam ser uma fraude. Após o recolhimento de amostras de sangue, e seu envio a laboratórios na França, verificou-se o uso de drogas para simularem o ataque.

O que fica claro, em qualquer uma das versões; se indução à um infarte, tendo drogado uma pessoa; ou eletrocução seguida de enforcamento, é que Israel não tem nenhum escrúpulo para acusar nenhum país ou organização de terroristas.

A recente admissão de que usou fósforo branco contra Gaza, queimando vivas as pessoas que entraram em contato com essa arma proibida, mostra que não há diálogo com Israel: é preciso destruir este país!

Além de espionagem, medidas que atacam a toda população palestina

Israel continua sua ofensiva para abater a organização militar do Hamas, que comanda a faixa de Gaza desde 2007. Desde que começou sua investida contra os árabes no final de 2008 e início de 2009, Israel vem bombardeando e incendiando os túneis que ligam a Palestina ao Egito, a única forma que existe de entrarem produtos, além daqueles permitidos pelos próprios israelenses. Entre eles, as armas, que são uma das maiores necessidades do povo palestino, como legítima garantia de sua defesa, diante dos ataques brutais a que Israel seguidamente submete o pequeno país.

Outra política que Israel vem consolidando é a construção do muro subterrâneo do Egito: uma barreira gigante enterrada na divida entre Egito e a faixa de Gaza. Essas ações de estrangulamento da sobrevivência em Gaza estão sendo combinadas com os assassinatos, como o do líder e organizador do “exército” do Hamas.

Por uma organização dos trabalhadores palestinos!

O Hamas, apesar de ter algumas atuações com certo brilhantismo em defender militarmente a Palestina contra o Estado de Israel, em diversos momentos se torna um entrave para o desenvolvimento da luta dos trabalhadores palestinos contra a opressão que vivem.

Por se tratar de uma organização burguesa, o Hamas defende principalmente os interesses da burguesia palestina. Por um lado, se enquadram na luta contra Israel, pois também são oprimidos por sua nacionalidade e etnia. Porém, o que a etnia une, a classe divide.

Os interesses dos trabalhadores palestinos são opostos aos das organizações burguesas e pequeno-burguesas existentes no país, o que não diminui a necessidade de lutarmos militarmente lado a lado, ombro a ombro, contra o inimigo comum, o imperialismo; mas obriga os revolucionários a se enfrentarem politicamente com essa direção nacional-burguesa.

Dessa forma, é urgente a necessidade de uma organização que não capitule, e não tenha vícios oriundos da burguesia, para lutar contra o capitalismo, como consequência da luta contra a opressão nacional na Palestina.

 

 

 

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