E o Estado salva os banqueiros:
Grã-Bretanha avança estatização do Lloyds, 3º maior banco britânico
O governo da Grã-Bretanha terá uma participação de até 75% no Lloyds Banking Group, após acertar um acordo para cobrir as perdas do banco em cerca de 250 bilhões de libras de ativos de risco. Na verdade, este "acordo" significa que o governo de Gordo Brown, o primeiro dos países imperialistas a adotar a estatização de empresas falidas para salvá-las da quebradeira, está aumentando sua receita.
A Inglaterra está em recessão desde 2008, e a diminuição do PIB e dos empregos do país já provoca o deslocamentos de imigrantes de volta aos seus locais de origem, redução do orçamento, com cortes sociais, e um empobrecimento da população. A falência do sistema financeiro é só mais um aspecto de uma crise que atingiu em cheio a Grã-Bretanha e na qual o governo optou, claramente, por usar todos os recursos à disposição para salvar os ricos, e não os trabalhadores.
No caso do Lloyds, a nova medida divulgada pode resultar numa elevação da participação votante do governo no Lloyds de 43% para 60%, imediatamente, o que poderia aumentar para até 75% nas condições do acordo.
Os trabalhadores devem, de fato, exigir a estatização não apenas do sistema financeiro, mas de todas as grandes empresas capitalistas. Somente com a estatização é possível iniciar o enfrentamento à origem da crise, que é a anarquia da produção capitalista e a inevitável redução da taxa de lucro de seus burgueses. Mas a estatização pela qual devemos lutar, é a estatização de 100% do capital das empresas e, principalmente, sem nenhuma indenização.
Sob o capitalismo, a estatização só ocorre com empresas quebradas, que ainda ganham bilhões dos governos enriquecendo os proprietários que as quebraram. A saída para a crise passa por combinar ações de estatização generalizadas, principalmente nas empresas lucrativas, sem indenização; com a derrubada do próprio capitalismo, a fim de que os trabalhadores controlem, de verdade, as empresas e meios de produção estatizados e possam se beneficiar da riqueza que eles próprios produzem.
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