Fernando Lugo assume paternidade de criança de 2 anos e mostra que seja como presidente, seja como bispo, sempre agiu contra os explorados e oprimidos
Na segunda-feira, 13 de abril, o atual presidente do Paraguai, Fernando Lugo, assumiu a paternidade de Guillermo Carrillo, de dois anos.
A notícia provocou escândalo principalmente devido ao fato de Lugo ter sido bispo (comprometido com a Igreja católica e, consequentemente, com o celibato) até dezembro de 2006. Ou seja, ele, enquanto era bispo, teve um relacionamento com uma menina, relacionamento esse que durou cerca de dez anos.
A “relação” começou quando Viviana Carrillo tinha dezesseis anos e Lugo era bispo emérito do departamento de San Pedro (um dos mais pobres do Paraguai).
O caso veio à tona, no país e no mundo, depois de Viviana ter aberto um processo contra o ex-bispo exigindo o reconhecimento de paternidade. E ele reconheceu, dois anos após o nascimento da criança.
Esse caso expressa, mais uma vez, a hipocrisia existente na Igreja católica.
O sexo faz parte das necessidades humanas, não somente para a reprodução, mas para a satisfação e o prazer físico. Ao negar essa realidade, condenando o uso de preservativos e anticoncepcionais, a Igreja contribui com a repressão sexual, a disseminação de doenças sexualmente transmissíveis e a falta de planejamento familiar.
Não é coincidência que tantos padres envolvam-se em casos de pedofilia e abuso sexual. Ao terem de levar uma vida reprimida e viciada, que quase criminaliza uma das mais básicas necessidades humanas, tratam o sexo de um modo quase doentio.
Além disso, fica claro que se utilizam de seus “cargos” dentro da Igreja para submeterem fiéis e membros do “baixo clero” a suas vontades.
Pesquisas feitas após o anúncio apontam queda na popularidade do atual presidente. E não é para menos: eleito como o candidato supostamente diferente dos outros, defensor dos direitos dos trabalhadores, explorados e oprimidos, aproveitou-se de seu posto dentro da Igreja para aproximar-se de uma jovem e deixá-la sozinha cuidando do filho resultante dessa relação.
Lugo não é diferente dos outros. Não conseguiu realizar mudanças significativas na vida dos trabalhadores paraguaios e ainda mostrou que, como bispo, era tão hipócrita, contraditório e covarde como muitos de seus coleguinhas.
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