Massacre na Síria precisa acabar. Os trabalhadores sírios precisam de todo o apoio internacional para fazer cessar as milhares de mortes que seguem acontecendo.
Mobilizações de massa continuam desafiando a dura repressão do governo semifascista de Bashar al-Assad na Síria. Nas ruas de várias cidades como Homs, Deraa e com força crescente inclusive na capital Damasco, os trabalhadores fazem demonstrações diárias de força e união contra o ditador e o regime militar sírio. O governo, porém, continua seu genocídio e militares atiram para matar em direção às multidões.
Os disparos miram a cabeça e o peito dos manifestantes, e acontecem por meio de forças regulares do exército, policiais, franco-atiradores e milicianos do partido de Assad, que têm livre trânsito e cobertura do exército para matar os opositores.
Países como os EUA, França e Reino Unido anunciaram sanções à Síria, incluindo a retirada de seus embaixadores, mas são declarações pouco práticas e o banho de sangue continua.
Após meses implorando para que Assad permitisse o ingresso de uma comissão de observadores, enquanto os massacres nunca pararam, o imperialismo aceitou enviar uma comissão de encomenda, chefiada por um general do Sudão envolvido ele mesmo em massacres em seu país, devastado por uma guerra civil. Este e qualquer outro integrante da comissão são incapazes de apresentar qualquer saída por meio da negociação, já que o conflito sírio opõe um governo ditatorial que não admite ceder o poder e uma resistência heroica de trabalhadores que não vai ser derrotada senão por um massacre ainda muito maior.
Até 5 mil pessoas já devem ter sido assassinadas pelo governo na Síria, mas os protestos não param. Como tem sido habitual, o protestos mais fortes começam depois das preces do meio-dia de sexta-feira e se estendem pela capital do país, Damasco, e por cidades como Hama, Homs e Idlib, ao norte da capital, Daria a leste, Deraa ao sul e Deir el Zur, ao oeste.
Em todos os atos, os eixos reivindicados são a queda de Assad e do regime sírio, o fim do bloqueio de cidades como Deraa, no sul, e Baniyas, no litoral mediterrâneo e punição aos assassinos do governo. Os protestos ocorrem apesar de os tanques do Exército estarem presentes em várias cidades.
Em Homs e Deraa já houve massacres históricos contra a população, dignos de eventos como Sabra e Chatila no Líbano, quando os sionistas comandados por Ariel Sharon e os falangistas cristãos libaneses massacraram refugiados palestinos. A Síria também já não deve nada ao massacre feito pelo ex-ditador Muamar Kadafi na Líbia.
Testemunhos e vídeos mostram tropas atirando para todo lado, tanques passando por cima de barricadas, bombas sobre a população, mesquitas como a de Al-Omari, na cidade velha de Deraa, invadidas ou cercada por tanques. Franco-atiradores disparavam do tetos de casas e prédios desta cidade e a energia foi cortada.
São exemplos que se multiplicam, e, com o crescimento da resistência também na capital, forças de segurança abriram fogo contra manifestantes em um subúrbio de Damasco. Até em cidades menos conflagradas como Jabla, no nordestes do país, chegou a haver 13 mortos num só dia.
Esta realidade prossegue todos os dias e já há uma guerra civil no país. Mas é uma guerra civil de um exército só, contra uma população desarmada. Apesar de deserções importantes e que devem ser saudadas e multiplicadas entre os militares, não há ainda condições de enfrentar o exército em campo aberto na Síria. Por isso, as pessoas vêm sendo massacradas.
O Movimento Revolucionário chama a todos os ativistas a protestarem contra esta situação e apoiar as massas sírias. É preciso exigir que o governo Dilma também retire seu corpo diplomático do país e expulse os representantes sírios do Brasil. Também se deve interromper imediatamente qualquer relação comercial com a Síria de Assad. Este boicote aos assassinos é o mínimo que se pode cobrar para defender os trabalhadores sírios e sua revolução em curso.
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