Até tu Mônaco? Greve geral paralisou principado de Mônaco contra crise mundial e as demissões.
A crise financeira internacional conseguiu atingir até mesmo um dos mais luxuosos playgrounds do capitalismo. Por mais irreal possa parecer, de fato aconteceu, na quinta-feira, 16 de Abril de 2009. Muitos funcionários, principalmente relacionados ao turismo e lazer (cassinos e casas de apostas) cruzaram os braços e fizeram uma manifestação no país que mais têm policiais e milionários per capita no mundo.
O mal atinge setor publico e privado e as reivindicações por melhores condições de salários e trabalho são comuns. Segundo os dados oficiais o desemprego no país atinge mais de 11% da população.
A degradação das condições de trabalho e o aumento exorbitante do desemprego foram os principais motivos que levaram os trabalhadores monegascos à saírem à rua para se manifestarem e a realizarem a greve que os sindicatos consideraram histórica. Cerca de mil e quinhentas pessoas participaram de um dos protestos que ocorreu no centro do principado perto da praça das armas. Durante as greves o setor hoteleiro em Mônaco operou com limitações e as roletas dos cassinos deixaram de girar.
Mônaco é famoso por receber muitos milionários e celebridades, e não por seus protestos trabalhistas. Porém a União dos Sindicatos Trabalhistas de Mônaco, organizadora da paralisação, afirmou que a manifestação "esteve entre as mais importantes da última década".
Segundo o sindicato, bancários, funcionários de fábricas, hospitais, supermercados, hotéis, cassinos e até músicos da Orquestra Filarmônica de Mônaco cruzaram os braços. Algumas das paralisações duraram apenas algumas horas, enquanto outras se estenderam por todo o dia.
Mônaco está entre os países de maior renda per capita do mundo. Muitos dos trabalhadores locais nasceram no próprio país, mas a grande maioria veio dos vizinhos França e Itália em busca de empregos.
A riqueza existente em Mônaco, porem, não é de toda a população do país. Apenas a burguesia, celebridades e os especuladores financeiros usufruem dela. Os trabalhadores do país não recebem nem uma parte da riqueza que produzem. E as mobilizações no principado mostram exatamente isso: para que os ricos de Mônaco possam viver bem eles precisam explorar os trabalhadores de seu país e atacar seus direitos trabalhistas. Agora, diante da crise mundial não hesitaram nem um segundo em demitir os trabalhadores para salvarem suas fortunas.
A luta e a greve geral promovidas pelos trabalhadores do principado foi um grande acerto, porem eles precisam avançar. Sua mobilização deve seguir, e exigir, para além da luta contra as demissões e ataques aos diretos, que os ricos e suas fortunas paguem pela crise. Precisam impor a expropriação das riquezas dos milionários para que estas possam ser usadas pelo conjunto da população para atender a suas necessidades e interesses. Somente assim poderão superar a crise econômica e o desemprego que assolam o principado.
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