Montadoras Ford, Gm e Chrysler estão desesperadas: Pacote de U$$ 14 bilhões para as montadoras fracassa e Governo dos EUA tenta novo pacote para salvar a burguesia imperialista
No dia 11 de dezembro o senado norte-americano reijeitou o pacote bilionário de ajuda às montadoras de automóveis Ford, Gm e Chrysler. As maiores empresas norte americanas do ramo automobilístico já haviam afirmado que iriam falir caso essa ajuda do governo dos EUA não viesse.
Mobilizado para salvar a burguesia imperialista do setor automobilístico o governo Bush (Partido Republicano) não mediu esforços e passou dias negociando e fechando um acordo com o Partido Democrata. Mas não foi a oposição que vetou o projeto, pois no Senado os republicanos têm maioria, e justamente nesta câmara que a ajuda as montadoras foi rejeitada.
Entre outras o projeto de ajuda as montadoras previa, além do dinheiro, a autorização para que as empresas promovessem a redução imediata dos salários dos funcionários da indústria automobilística. A redução iria rebaixar os salários dos operários norte-americanos ao patamar dos salários dos trabalhadores da empresa nas fabricas dos países semi-coloniais, como os da América Latina. Somado a isso a montadoras ainda se comprometiam, se o pacote fosse aceito, à reduzir a produção e promover um amplo corte nos postos de empregos e nos valores dos salários.
Com a rejeição do pacote de ajuda as montadoras a GM, a Ford e a Chrysler estão com a corda no pescoço e podem declara falência a qualquer momento. Com isso mais de 3 milhões de trabalhadores do setor automobilístico dos EUA podem ficar desempregados.
Em parte a rejeição do pacote se deve à grande rejeição que o pacote teve dentro da população norte-americana, que já havia demonstrado uma ampla contrariedade ao pacote de U$$ 700 bilhões para o mercado financeiro. Atualmente os protestos contra o governo Bush e suas medidas que só destinam dinheiro à burguesia norte-americana e deixam desamparados os trabalhadores vêm crescendo dentro dos EUA. Tantos os trabalhadores desempregados, quanto os que continuam empregados já não suportam mais o arrocho e o alto custo de vida no país. Diante deste clima e indignação dos trabalhadores o governo não pode por em ação o pacote de ajuda as montadoras.
Por outro lado a economia norte-americana já se encontra debilitada pela recessão que o país enfrenta a meses. E somada a esta recessão o pacote de ajuda aos bancos e o mercado financeiro já consome grande parte das cifras do PIB dos EUA. Com isso situação econômica dos EUA já torna difícil a aprovação de outro projeto bilionário de ajuda a burguesia. Juntamente com o aumento da tensão entre os trabalhadores e os patrões e governo impossibilitaram a ajuda as montadoras.
Diante do fracasso do pacote de socorro as montadoras o governo Bush tenta agora usar parte dos 700 bilhões do plano de ajuda ao mercado financeiro como ajuda as montadoras. A idéia do governo é retirar U$$ 14 bilhões da ajuda ao mercado financeira e dar as montadoras. Mesmo assim fica claro para todo o mundo que a crise econômica está longe de terminar, e se depender da burguesia que irá pagar por ela serão os trabalhadores.
Por isso os trabalhadores só podem contar consigo mesmos para enfrentar esta crise. Precisam mais do que nunca sair as ruas e lutar pelos seus direitos, contra as demissões e o arrocho salarial. Os trabalhadores não podem pagar pela crise capitalista, criada pela burguesia e pelos governo capitalistas. Precisam fazer com que os ricos paguem pela crise.
Para cada demissão anunciada ou especulada pelos patrões deve ocorrer uma grande mobilização. Mais do que isso devem ser preparadas grandes greves nas categorias mais ameaçadas pela crise, assim como nas demais também, para que se derrote a burguesia em seu projeto de empurrar a crise para os trabalhadores. Deve ser exigida a estatização de todas as empresas que sonegarem impostos, demitirem os trabalhadores, ataquem direitos dos trabalhadores ou ameaçarem declarar falência. A vitória de uma categoria contra os patrões enfraquece o conjunto da burguesia e fortalece os trabalhadores e sua luta.
Somente a classe trabalhadora e sua luta contra a burguesia, o governo e seus dirigentes pelegos do movimento sindical, poderão ser capazes de enfrentar a crise capitalista. A vitória dos trabalhadores passa pela derrota dos burgueses e de seus governos, e pela imposição dos interesses e necessidades dos trabalhadores contra os interesses dos patrões e governo.