Resistência afegã matou 100 soldados da OTAN apenas em junho
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vem sofrendo um revés atrás do outro em sua principal frente de guerra, o Afeganistão. Invertendo a prioridade militar do Iraque, onde já está sendo derrotado, para o Afeganistão, Obama esperava conquistar uma vitória sobre a resistÊncia armada dos trabalhadores, o que não vem acontecendo.
Através de milícias do Talibã, especialmente, mas contando com o mais importante, que é um enorme apoio popular às ações de resistência contra a ocupação imperialista, as explosões contra comboios e instalações dos invasores têm se aprofundado e o país já está fora de controle.
Na última ação, militantes do Talibã atacaram um aeroporto onde fica uma base da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) no leste do Afeganistão. Vários lutadores foram mortos no ataque, que ocorreu nos arredores de Jalalabad, perto da fronteira com o Paquistão, segundo as fontes oficiais. Mas a ação foi bem-sucedida e se conseguiram baixas entre os ocupantes.
Os militantes atacaram as instalações vindos de várias direções, explodiram um carro-bomba e usaram granadas lançadas por foguetes. Assustados com o aumento do poder de fogo da resistência, funcionários da OTAN e correspondentes de guerra dos principais meios de comunicação burgueses falam dos “métodos cada vez mais sofisticados do Talibã”. Conforme o correspondente da BBC em Cabul, Quentin Sommerville, esse tipo de operação está ficando mais comum, e costuma resultar em várias mortes de civis e militares.
Os números não mentem: apenas em junho, 100 membros da Otan foram mortos no Afeganistão, tornando o mês como o mais violento para a aliança imperialista desde a invasão do país, em 2001.
O Exército afegão, sob ordens diretas de Obama, está realizando uma operação na região, perto de Kunar, onde 600 soldados estão tentando capturar os atacantes, mas até agora não conseguiram nada.
A base da Otan em Jalalabad é uma das maiores da organização no país, atrás apenas das bases em Kandahar, no sul e Bagram, perto da capital Cabul. As outras duas bases também foram atacadas por militantes em meses recentes.
Essa ousadia e ação à luz do dia, com armamentos pesados e tomando a iniciativa de ir para cima não apenas de soldados andando na rua, ou de carros blindados isolados, mas sim de quartéis-generais fortemente armados, mostra que a resistência adquiriu uma força incrível e que o Afeganistão já é um novo atoleiro norte-americano.
Os trabalhadores de todo o mundo, mesmo criticando a política talibã, e lutando por uma nova direção para a luta, devem se somar aos que lutam e resistem ao imperialismo na região, e, portanto, nos somamos aos que comemoram e fortalecem estas ações.
O caminho é esse: derrotar a ocupação militar imperialista no Afeganistão, Iraque e Palestina, e, enfrentando suas direções burgueses, construir organismos populares e operários, em direção à tomada do poder pelos trabalhadores.
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