Publicado em 09/06/2010

Troca de comando militar no Afeganistão demonstra a fraqueza do imperialismo em sua ocupação.

Stanley McChrystal era considerado um dos principais responsáveis pela ocupação militar organizada pelos EUA e auxiliada por todos seus aliados da OTAN. Ele era o comandante central das Forças Armadas e desempenhou papel fundamental desde junho de 2009, quando se modifica a tática do Pentágono.

        Sempre sendo o militar mais condecorado e estando o mais próximo do próprio presidente fantoche Hamid Karzai, que nunca cansa de elogiar a forma como o general imperialista trabalha.

        Porém todo esse cenário de congratulações pelo seu trabalho terminou quando concedeu uma entrevista para a revista norte-americana Rolling Stone. Onde em tons de piada, ridicularizou todo o comando militar e até mesmo o próprio governo, não faltando críticas nem mesmo a Obama.

        Todas suas declarações vão ao sentido de denunciar a falta de empenho do governo em ganhar a guerra e chega a chamar Jim Jones, assessor de segurança de Obama de palhaço dizendo que ele vive em 1985, já que trata a guerra do Afeganistão como a guerra-fria.

        McChrystal assumiu o cargo após o David McKiernan ter sido removido, demonstrando uma insatisfação de Washington com as táticas adotadas pelos antigos comandantes. O novo general, mesmo chegando ao comando no governo Obama, que foi eleito com o discurso de que iria acabar com a guerra no oriente - médio, foi escolhido por ser considerado um militar “linha dura” e por isso poderia, com uma grande ofensiva, garantir a vitória para os EUA. Há seis meses, inclusive, Obama apoiou um pedido de McChrystal de que se aumentasse o contingente de militares no conflito.

        O general insatisfeito com o governo foi retirado do comando da OTAN e do comando central das Forças Armadas e em seu lugar assume David Petraeus, que é dito como autor das escaladas das tropas no Iraque, que garantiu uma “estabilidade” ao país.

O imperialismo está em um beco sem saída

Esse conflito demonstra algo extraordinário: O imperialismo se encontra em tamanha dificuldade para conseguir conter a resistência popular que não consegue ter clareza na forma como deve atuar no Afeganistão. A troca de comando demonstra exatamente esse beco sem saída que Obama se encontra.

        O presidente foi eleito com um discurso anti-belicista, mas o imperialismo depende desse conflito para vender cada vez mais; com o conflito empresas de armamentos, até empreiteiros lucram bilhões.

Porém essa guerra é cada vez mais insustentável já que além dos trabalhadores afegãos que cada vez mais se revoltam com a ocupação, a população norte-americana está percebendo que seus jovens estão morrendo em cada vez maior número em uma guerra sem sentido, que já dura 9 anos!

Por isso o imperialismo e Obama vivem um dilema: ou aumentam a ofensiva militar no país para garantir seus lucros, porém perde totalmente o apoio da população dos EUA e enfrenta a resistência aguerrida dos afegãos. Ou abandona a guerra, como havia prometido em sua campanha eleitoral e perde totalmente o apoio da burguesia, fragilizando ainda mais o governo.

Há uma única saída para os trabalhadores: derrotar Obama e o imperialismo

Assim os trabalhadores tanto dos EUA, quanto Afegãos não tem nada a ganhar com essa guerra. Ambos os lados estão tendo um crescente número de baixas. Jovens norte-americanos, e seus aliados morrem por um nacionalismo infundado. E os Afegãos por não haver outra saída recorrem á luta para ir contra a ocupação e a opressão que os EUA impõem em seu país. Dessa maneira fica claro que o inimigo de ambos os lados é um só. Obama e toda a burguesia devem ser derrotadas. E os trabalhadores devem aproveitar esse momento de fragilidade do governo Obama para lutar com ainda maior força impondo derrotas exemplares ao imperialismo.

 

 

  

 

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