Publicada em 05/12/2009

Ex Tupamaro é eleito no Uruguai

        Recentemente ocorreram as eleições a presidência do Uruguai. Depois de um mandato de uma frente representada por Tabaré Vasquez, nos mesmos moldes a que representa o presidente recém eleito José Mujica. Com 52,39% dos votos ele foi eleito, representando a frente ampla.

        Essa candidatura é parte do bloco de partidos que se enquadram na mesa linha das frente populares, como Evo Morales (Bolívia), Fernando Lugo (Paraguai), Lula (Brasil). Um discurso bastante populista reflexo de um programa que não se compromete em nada com o combate ao capitalismo, semeando a ilusão de que com pequenas reformas, com maioria de parlamentares é possível fazer medidas que beneficiem os trabalhadores.

        Com esta eleição vem a tona o debate sobre quais meios devem ser utilizados para efetuar mudanças estruturais. E quem trata de provar isso é a própria realidade do Uruguai, onde assim como em toda a américa latina cresce o desemprego e a miséria.

Da guerrilha aos palácios

        O adversário de Mujica era Luis Alberto Lacalle, que já foi presidente do país, na década de 60, colaborador direto do regime militar que existiu no país.

        Aparentemente existiam duas propostas distintas de governo para o país, mas na verdade a única coisa que há de diferente entre um candidato e outro é o passado de cada um. Mujica foi militante dos Tupamaros, que era um grupo de guerrilha urbana, dedicado aos seqüestros entre outras ações de combate a ditadura. Nessa época os Tupamaros foram um grupo bastante conhecido no país, pois representava certo perigo ao regime oficial da burguesia naquele momento, a ditadura.

        Hoje Mujica nega esse passado, a medida que descarta qualquer método de ação direta contra o capitalismo, e é parte daqueles que acham

Mujica não é alternativa para os trabalhadores

Pelo fortalecimento das lutas para derrotar as frentes populares

        A derrota de um candidato de direita nestas ultimas eleições expressam que existe um sentimento de mudança no país. Ainda mais depois da crise, onde o discurso da conciliação dos interesses entre burguesia e trabalhadores está cada vez mais enfraquecido. Mijica hoje é no Uruguai quem representa a burguesia. Por isso desde já os trabalhadores devem ficar em alerta, pois os ataques virão, assim como vieram com Tabaré Vazquez. Só lutando, também contra as frentes populares, é possível  garantir vitórias. Esse governo não representa os trabalhadores!

       

 

VOLTAR

 
 
Notícias Relacionadas

• Nem pro mínimo! Lula propõe reajuste de apenas R$ 40 para salário mínimo.

• Petrobrás e Pré-sal: estatização furada! Governo vai entregar 5 bilhões de barris de petróleo para comprar parte minoritária do que já deveria ser seu.

• Mercadante: covardia e cara-de-pau. Líder do PT, junto com votos de seus senadores, ajuda a salvar Sarney, a mando de Lula!

• Num dia a fusão, no outro a demissão. Concentração de empresas leva a demissões em massa. Só a Oi dispensou 1.178 após comprar a BrT

•Lula na lama: Presidente elogia Collor, defende Sarney e apoia bandidos que desmatam. Até onde vai Lula?

• Milhares de demissões na Embraer trazem à tona oportunismo sindical. Conlutas confia na Justiça enquanto trabalhadores vão para a rua!