Nº2 das Farc é assassinado. Santos a mando do imperialismo ataca todos que lutam
As Farc (Forças Armasdas Revolucionárias Colombianas) levam mais um duro revés, agora com a morte de seu chefe militar.
O número 2 do grupo guerrilheiro Mono Jojoy foi morto no dia 23 de setembro quando o exército colombiano mobilizou 800 homens, 30 aviões e 27 helicópteros na chamada operação “Sodoma”.
Juan Manuel Santos, o novo presidente da Colômbia, declarou logo depois da operação que este foi “o maior golpe recebido pelas Farc em toda sua história”.
Desde que Uribe assumiu o poder as Farc tem recebido diversos ataques, tudo para desgastar ainda mais o poder da organização guerrilheira.
No dia 1° de março de 2008 Raúl Reyes, então número 2 das Farc, morre junto de outros 25 militantes da organização, em um bombardeio organizado pelo exército colombiano. Ainda no mesmo ano, 7 dias após a morte de Reyes, Iván Rios, integrante do comitê central das Farc é assassinado pelo seu chefe de segurança, interessado na recompensa de U$2,6 milhões oferecido por Uribe. E aos 77 anos de idade morre de infarto Manuel Marulanda, um dos fundadores do exército camponês.
As Farc vive um momente de profunda crise, vinda de todos as mortes de seus militantes e principalmente de seus líderes.
Os métodos usados pela guerrilha inevitavelmente a levará para o fim da organização, já que ao invés de se ligarem a todas lutas cotidianas dos trabalhadores, usam de um método vanguardista desligado das massas e de suas necessidades.
Uribe, assim como Santos, seu sucessor, é aliado direto de Obama. O país norte-americano tem interesse de manter a Colômbia sob seu controle justamente para seu ser bastião na América-Latina, assim como os EUA possui Israel como seu testa de ferro no oriente médio.
Para conseguirem aplicar todo o projeto do imperialismo na região a burguesia colombiana, aliada do imperialismo, deve acabar com todos os “inimigos internos”. Por isso Uribe e Santos perseguem todos os lutadores.
As Farc é só mais um das organizações que são diariamente atacadas pelo governo burguês pró-imperialismo da Colômbia. Diversos líderes sindicais, estudantis, populares, sem terra, sem teto, são assassinados diariamente pelo governo de extrema direita de Santos.
Apesar das diferenças vindas pelas capitulações das Farc e de seus erros vemos o ataque contra a organização como um ataque a todas as organizações que se enfrentam contra o governo de Santos e o imperialismo.
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