Barack Obama expulsa ativistas negros de comício:
Candidato do partido democrata se irrita com cobrança do movimento negro durante comício e manda ativistas negros irem embora de comício e votarem em outro candidato, mostrando que seu compromisso não é com os oprimidos e trabalhadores.
Nas últimas semanas Barack Obama tem feito questão de mostrar que seu compromisso é com a burguesia. No último mês visitou o Oriente Médio para reafirmar e consolidar o seu compromisso com o estado de Israel e com o genocídio do povo palestino, assim como deixar claro quer não pretende acabar com a invasão militar norte americana aos países árabes. Em seguida foi à Europa e tentou desconstruir a imagem negativa dos EUA que se desenvolveu durante o governo de George Bush. Com o seu discurso de mudança e de “novo”, conseguiu criar simpatia entre a população dos países europeus, e em especial com a burguesia européia que já o considera como novo presidente dos EUA.
Esta viagem de Obama à Europa e Oriente Médio demonstrou como seu programa, diferente do que diz seu discurso, não tem nada de novo ou mudança com relação ao atual presidente dos EUA, Bush. Tudo que tratou de fazer foi confirmar os compromissos comercias com a Burguesia Européia, assim como reafirmar o seu apóio ao genocídio promovido por Israel contra os povos árabes. Mas infelizmente devido a sua aparência, somada a seu discurso de mudança, Obama consegue atrair a simpatia daqueles que odeiam George Bush, embora eles sejam diferentes apenas na aparência, como a viagem de Obama pelo velho continente pôde confirmar.
Enquanto reafirma compromissos com a Burguesia, Obama expulsa negros de comício
Ainda no mês passado Barack Obama foi vaiado nesta sexta-feira, durante um comício na Flórida, por três militantes que criticavam sua falta de empenho em defender a comunidade afro-americana. Portando uma faixa com a inscrição: "O que você faz pela comunidade negra, Obama?", os jovens interromperam o evento, atraindo a atenção da mídia que acompanhava o discurso do candidato.
No fim de seu discurso, Obama deixou um dos jovens lhe fazer uma pergunta. O homem disse que a comunidade negra é vítima da discriminação e da brutalidade da polícia, e criticou o candidato democrata por se calar diante destes abusos. O candidato republicano respondeu de forma ríspida ao jovem, afirmando que a sua postura não iria mudar e que “... você pode votar em outro candidato.”, e terminou mandado os descontentes se retirarem do comício.
O programa eleitoral de Obama é tão burguês quanto o de MacCain, defendendo uma política mais dura contra os imigrantes ilegais, ou seja, extradição sumária dos trabalhadores latinos e um ainda mais forte esquema segurança ‘militar’ na fronteira com o México. Em sua autobiografia elogia o ex-presidente Reagan, ultraconservador defensor da teoria do ataque preventivo, em que o imperialismo americano tem o direito de atacar qualquer país desde que se sinta ameaçado. Com toda a certeza com ele eleito a invasão ao Iraque perdurará.
Obama, apesar de entusiasmar muitos negros americanos, em nada lembra lideranças históricas combativas dos anos de 1960 como Malcon X e o movimento dos Panteras Negras. Mumia Abu-Jamal, jornalista, ex-militante dos Panteras Negras, condenado a morte por supostamente ter assassinado um policial branco, classifica Obama como mais um representante da “economia dos gangsters” e não como representante do movimento negro. E a postura recente de Obama contra os ativistas negros em seu comício só confirma que ele não defende os negros, nem os trabalhadores e nem qualquer setor oprimido.
Com Obama se elegendo presidente dos Estados Unidos os ataques aos trabalhadores do mundo todo vão aumentar ainda mais. Pois cai no colo do próximo presidente norte americano a tarefa de aumentar a exploração em outros países, e ampliar suas colônias ao redor do mundo. Mas ao mesmo tempo em que precisam fazer tudo isso, do outro lado, quem é explorado pelo imperialismo, não agüenta mais essa política dominadora, que rouba dinheiro através das dívidas externas, que ocupa militarmente outros países em busca de riquezas. Assim como irá aumentar a repressão e exploração dos trabalhadores, negros e brancos, homens e mulheres, para garantir o lucro dos burgueses imperialistas dos estados unidos. Por isso a única forma de acabar com a guerra no Iraque, com a violência contra os negros e oprimidos e com Imperialismo é com uma Revolução Socialista nos EUA e no mundo todo. E para que os trabalhadores dos EUA tenham uma alternativa aos dois blocos, Democratas e Republicanos, é necessária a construção de um grande Movimento Revolucionário para levar essa tarefa até o fim.