Confrontos na Nigéria: Centenas de pessoas morrem durante confrontos de muita violência decorrentes de faudes nas eleições.
Um confronto sangrento, gerado por acusações de fraudes na eleição estadual de Plateau - cuja capital é Jos -, na Nigéria chocou o mundo. As eleições foram vencidas pelo Partido Democrático do Povo, que tem grande apoio da população cristã do país. O resultado foi contestado pelo Partido de Todo o Povo da Nigéria, de oposição, que é formado basicamente por muçulmanos.
Vários grupos de homens de ambos os partidos, armados com facões, tomaram as ruas da cidade de Jos, dando início ao confronto armado. Diversas casas, mesquitas e igrejas foram queimadas, e vários cadáveres foram deixados pelas ruas da cidade.
A ordem do Governo para a Polícia e o Exército nigerianos, que patrulhavam as ruas, era de atirar em todas as pessoas que causassem tumulto e se manifestassem sobre o que estava acontecendo. Ou seja, o governo ordenou um banho de sangue.
Diferente do que diz a mídia e o governo, de que "a violência que vem ocorrendo nos últimos anos na Nigéria é por causas étnicas e religiosas", na verdade, os interesses econômicos e de frações da burguesia nigeriana é que estão por trás dos conflitos.
Os verdadeiros motivos de tantos confrontos, e assassinato em massa, são a disputa pelo controle político, que dá acesso a todos os recursos de petróleo do país, que é um dos maiores produtores mundiais, e cuja lucratividade aumentou muito nos últimos anos.
O presidente da Nigreia, Umaru Musa Yar’Adua, com sua política e ordem de chacinar a população revolta deixou claro seu compromisso com as multinacionais que exploram seu país e a região em que está inserido. Ao mandar matar, executar, todos aqueles que se revoltem ou protestem contra a situação em que se encontra o país o governo mostra que tomará todas as medidas, sejam elas políticas ou militares, para garantir o lucro e a tranqüilidade da burguesia imperialista que explora os trabalhadores e recursos naturais nigerianos.
Com essas guerras de interesses políticos e econômicos entre Partido Democrático do Povo e Partido de Todo o Povo da Nigéria, camufladas pela religião, quem acaba pagando com a própria vida é a classe trabalhadora do país.
Para que os trabalhadores nigerianos possam reverter essa situação, necessitam ir à luta para derrotar o governo, e tomar o controle da economia do país, principalmente das instalações petrolíferas, além das instituições do Estado, para que a Nigéria seja controlada pela classe trabalhadora, que deve administrar as riquezas do país.