Publicado em 03/08/2009

Obama e Papa juntos, contra o direito à vida das mulheres!

No mês de julho Barack Obama faz sua primeira visita ao Vaticano, para discutir com o Papa Bento XVI a conjuntura mundial. O principal tema da discussão do Papa e Obama foi a questão em “defesa da vida, contra o aborto”.

O presidente dos EUA Barack Obama, que em sua campanha à eleição, chegou a defender a legalização do aborto, hoje muda de posição e se diz a favor do Vaticano em sua campanha medieval de controle sobre o corpo das mulheres. Obama, ao se tornar mais um porta voz da proibição ao aborto, afirmou que fará toda a campanha e projetos possíveis contra o aborto. Obama trocou seu discurso e promessas aos trabalhadores, e assumiu o carro chefe do programa reacionário da Igreja Católica. 

A posição conservadora da Igreja, apoiada pelo imperialismo, contra o aborto vai contra a vida e não ao direito à vida, como a Igreja diz. São milhões de mulheres pelo mundo que morrem ou ficam com graves sequelas por abortos mal sucedidos feito em casa ou em clinicas ilegais (são 100 mil apenas no Brasil!). E a maior parte destas mulheres são trabalhadoras, que não têm condições de ter um auxilio médico e nem pagar clinicas caríssimas ilegais. No Brasil, por exemplo, a cada 15 minutos uma mulher morre de aborto mal feito.

No capitalismo, é muito necessário que o Estado e suas instituições de apoio, no caso a Igreja, estejam juntos e em harmonia para a melhor manutenção deste sistema de alienação, opressão e exploração contra a classe trabalhadora. Contra essa realidade, defendemos que as pessoas possam crer e ter fé no que quiserem, assim como também  podem não crer em nada metafísico ou sobrenatural; desde que estes dogmas e a religião não tenham nenhuma interferência na vida daqueles que pensam diferente na sociedade.

Mas isso, como podemos perceber, não é possível neste sistema. Somente em um tipo de sistema social socialista, em que cada pessoa possa principalmente ter o direito de decidir sobre seu corpo e sua vida é que se poderá falar em liberdade, respeito e defesa da vida.       

Por isso devemos lutar pela vida sim, o que se concretiza com a observância do direito de cada mulher sobre seu próprio corpo, legalizando o aborto e dando condições médicas e psicológicas para que cada grávida possa tomar a melhor decisão para si. Essa luta pela legalização do abordo deve ser uma luta também ligada para derrotar o capitalismo e seus representantes: Obama, a Igreja e demais governos burgueses.

Este sistema não tem nenhuma preocupação com a saúde e bem-estar da classe trabalhadora, tendo como objetivo o lucro a qualquer preço, e impondo a exploração sobre nossa classe. Somente com a luta da classe trabalhadora conseguiremos superar o preconceito, a opressão machista e a exploração do capitalismo.

Abaixo a campanha reacionária do Vaticano e Obama contra o aborto!

Pela legalização já ao aborto!

Pelo direito à mulher de decidir sobre seu próprio corpo!

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