Publicada em 11/11/2009

Oficial americano dispara contra seus colegas:ato político?

No último dia 5, na base militar de Fort Hood (Texas, EUA), o psiquiatra do exército, Nidal Malik Hassan, disparou contra seus colegas, matando treze pessoas e ferindo outras cinco.

        De acordo com o exército, o homem abriu fogo quando se encontrava no Centro de Processamento de Soldados, um grupo de prédios onde os soldados são submetidos a exames médicos antes de serem enviados para missões no exterior. Ele, um major que já havia servido em guerras anteriores e tratado de militares feridos, estava para ser enviado ao Iraque, contra a sua vontade.

        Malik, muçulmano de origem jordaniana, está internado num estabelecimento militar, mas ainda não teria sido interrogado.

A base de Fort Hood é a maior base norte-americana em todo o mundo, abrigando um contingente de cerca de 42 mil soldados.

Surto ou atentado terrorista?

        Logo que o atentado ocorreu, as primeiras especulações foram de que se tratava de um homem que, diante de ser enviado a um país em guerra, “surtou” e, num ato de desespero, atirou contra seus colegas.

        Entretanto, com o andar das investigações, já se suspeita que tenha ocorrido um atentado terrorista. Malik teria convertido-se num extremista islâmico e, portanto, seu atentado seria político, ao fim do qual ele supostamente pretendia suicidar-se.

Todo o apoio a resistência dos povos do Oriente Médio

        Não descartamos nenhuma das hipóteses e inclusive entendemos que ambas estão relacionadas.

        Servir numa guerra é algo extremamente traumatizante. Não é à toa que, ao voltarem da guerra, inúmeros oficiais “aposentam-se” por invalidez física ou mental, necessitando de tratamento médico pelo resto da vida. Mas, no caso de Malik é ainda mais complexo.

        Ele, um muçulmano, seria enviado ao Oriente Médio para servir aos EUA numa guerra em que estes vêm sendo massacrados.  Ou seja, iria para o front já sabendo, de antemão, que seria derrotado. Além disso, pelo menos na questão religiosa, Malik identifica-se mais com os iraquianos do que com os americanos.

        Inclusive considerando-se essa sua origem muçulmana, podemos prever que ele deve ter sofrido muita opressão e preconceito por parte dos outros oficiais, principalmente desde que os Estados Unidos iniciaram a sua luta contra o “terrorismo”. Assim, imaginar que o atentado faz parte de um ato político não é nada descabido.

        Malik, provavelmente, não se sentia um americano. Tendo de ir para guerra, representar os EUA, contra os iraquianos, e conhecedor de todas as atrocidades que imperialismo vem promovendo no Oriente, acabou disparando contra aqueles que reforçariam essa “caçada” a um povo que, assim como ele, é extremante oprimido.

        Nos somamos à luta dos povos do Oriente Médio para expulsarem as tropas americanas e o imperialismo como um todo de seu território e nos solidarizamos a Malik, diante de sua angústia em servir numa guerra do lado opressor para contribuir na opressão a um povo irmão.

       

       

 

 

 

 

VOLTAR

 
 
Notícias Relacionadas

• Nem pro mínimo! Lula propõe reajuste de apenas R$ 40 para salário mínimo.

• Petrobrás e Pré-sal: estatização furada! Governo vai entregar 5 bilhões de barris de petróleo para comprar parte minoritária do que já deveria ser seu.

• Mercadante: covardia e cara-de-pau. Líder do PT, junto com votos de seus senadores, ajuda a salvar Sarney, a mando de Lula!

• Num dia a fusão, no outro a demissão. Concentração de empresas leva a demissões em massa. Só a Oi dispensou 1.178 após comprar a BrT

•Lula na lama: Presidente elogia Collor, defende Sarney e apoia bandidos que desmatam. Até onde vai Lula?

• Milhares de demissões na Embraer trazem à tona oportunismo sindical. Conlutas confia na Justiça enquanto trabalhadores vão para a rua!