Publicada em 27/07/2008

A crise no Oriente Médio:
Imperialismo continua a somar derrotas

O imperialismo mais uma vez demonstra que está cada dia a se enfraquecer, somando derrotas atrás de derrotas, com a ocupação no Iraque que os EUA está sendo obrigado a começar a retirada de suas tropas, pela pressão interna que há no próprio país, mas principalmente, as massas que tomam as ruas e se rebelam contra os soldados em missão a mando da potência. As tensões com o Irã não param de se acirrar com ameaças entre o país de um lado e a União Européia e os EUA do outro, e agora essas ameaças tomam novas proporções, já que os países imperialistas querem impedir que o Irã possa produzir energia nuclear e por conseqüência armas nuclear, porém a população Iraniana, por entender que essa é a única maneira de se defender contra o mal que pode prejudicar o país, ou seja, os países ricos de atacar o Irã, apóiam incondicionalmente os projetos do governo.

Na palestina o Hamas toma força diante dos ataques de Israel, e tem o controle da faixa de Gaza, e impõe um cessar fogo ao país alinhado politicamente com os EUA. Essa foi uma das grandes derrotas que o imperialismo sofreu, já que vinha precarizando mais a cada dia a vida dos palestinos, cortando ate mesmo água e luz da população, já que na faixa de Gaza não há produção, e os centros de distribuição passam pelo território israelense. E junto do cessar-fogo acordado em Hamas e Israel também incluía a distribuição de energia elétrica e água.

E um fato que vem a se somar a essa lista que não para de crescer, a lista de derrotas do imperialismo na região, foi o acordo fechado com o Hezbollah, grupo Libanês, que inclusive impuseram a maior derrota de toda a história militar de Israel, em 2006, esse grupo se utilizando de táticas de guerrilha, derrotarou o "exército invencível" financiado pelos EUA, quando Israel invadia o território libanês; o Hezbollah acordou uma troca de dois prisioneiros israelenses, em troca de cinco militantes do Hezbollah, incluindo Samir Kantar, um militante que fora condenada a prisão perpétua por ter matado um israelense e sua filha e ainda 199 corpos de palestinos e libaneses.

Porém os dois prisioneiros israelenses estavam mortos e foram entregues as autoridades em caixões pretos, segundo a mídia as famílias dos dois soldados mortos ainda tinham esperanças de verem seus filhos com vida, mas segundo exames feitos nos corpos ficou demonstrado que haviam morrido poucos dias após serem aprisionados, pois haviam sido baleados.

Mas o que fica evidente é que essa troca não favoreceu em nada Israel, e hoje a mesa do jogo está virando, a cada dia Israel tenta atacar, mas não possui mais condições de ser tão ofensivo quanto precisaria ou gostaria, pois as populações dos países atacados estão cada vez mais radicalizas e se revoltam com a situação, o exército de Israel já demonstrou que têm suas vulnerabilidades, e os povos árabes já demonstraram que é possível derrotar militarmente não só Israel como também os EUA.

 

 

 

 

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