Publicado em 02/04/2009

Papa Bento XVI visita a África em campanha contra a vida dos africanos: Igreja condena uso da camisinha no continente mais afetado pela AIDS no mundo

Nas últimas semanas de março, o papa Bento XVI visitou o continente africano. A viagem teve como objeto fortalecer a Igreja católica no continente e divulgar as "verdades" religiosas sobre temas como AIDS, camisinha e aborto, entre outros. Estes assuntos são fundamentais para o futuro da população africana, pois a África é a região do planeta mais afetada pela AIDS. De acordo com estimativas elaboradas pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2008, de 30 milhões a 36 milhões de pessoas vivem atualmente com o vírus HIV no organismo. Destas, pelo menos 22 milhões estão na África. Ou seja, cerca de 2/3 da população infectada pelo HIV está localizada na região visitada pelo Papa.

Mas enganam-se aqueles que esperavam que a visita do pontífice objetivasse a promoção de uma ampla campanha de combate à AIDS. Bento XVI foi à África, para fazer exatamente o contrário: divulgar a tese da Igreja contra o uso de preservativos ou de outros métodos de combate às doenças sexualmente transmissíveis.

O assassinato de milhões promovido pelos padres e freiras católicos

Logo no início de sua viagem, Bento XVI afirmou que a distribuição de preservativos não é a forma correta de combater a disseminação do vírus HIV e da AIDS. Ele teve o cinismo de dizer que a distribuição de camisinhas "piora o problema" da doença.

Mas, ainda mais chocantes que as declarações sem qualquer base séria, e carregadas de preconceito e ignorância do Papa, é a política da Igreja para o continente, levada adiante por seus sacerdotes e funcionários. Assolada pela miséria e descaso mundial, a África carece de hospitais, farmácias e atendimento básico de saúde em quase todos os países e cidades. Diante disso a Igreja católica e as freiras acabam prestando o "atendimento básico em saúde", ou seja, é a Igreja católica que diz as pessoas como prevenir doenças, que medicamentos usar, e como se proteger de doenças sexualmente transmissíveis.

A respeito disso, em um documentário recente da rede de TV britânica BBC, fica demonstrado como é o “atendimento básico em saúde” prestado pelas freiras e padres na África. Em diversas entrevistas e depoimentos dos padres e das irmãs, o discurso de Bento XVI é repetido e ganha ar "científico". A Igreja diz que o uso de camisinhas, além de não combater a AIDS, ajudaria a espalhar o vírus, pois o preservativo teria micro-orificios que seriam maiores que o vírus e permitiriam sua passagem livremente. Fazem esta alegação afirmando que diversos estudos científicos já a teriam comprovado. Essa atitude mostra que a Igreja, além de obscurantista e reacionária, mente e ajuda a assassinar milhões de pessoas. O que a Igreja faz na África é assassinato, numa postura criminosa e genocida.

O Vaticano, como solução, defende a abstinência sexual como forma de combater a disseminação da AIDS, condenando a camisinha, as pílulas anticoncepcionais e todos os avanços da ciência no campo da saúde. A Igreja faz isso, por mais ridícula que seja sua recomendação, que aprisionaria os que a seguissem numa vida frustrada, reprimida e doentia, como seus padres que enveredam pela pedofilia, porque não se importa nem um pouco com a vida.

Como uma das instituições mais fortes na África, a Igreja católica tem uma responsabilidade gigantesca na epidemia de AIDS que assola a região. Milhões de africanos não utilizam a camisinha por seguir os "ensinamentos" e "orientações" da Igreja. Num continente com carência de médicos, hospitais e enfermeiras, isso é como se a própria Igreja infectasse as pessoas, deixando-as na fila da morte. O Vaticano não liga se morrerem milhões de africanos pobres. Seu interesse é meramente político e financeiro, zelando para que sua doutrina seja seguida à risca, não importa o custo humano que venha a ter.

Para salvar a África da AIDS é preciso expulsar a Igreja católica do continente!

Por mais que se diga que o maior problema da áfrica é a AIDS, ou a pobreza, na verdade, o principal mal que aflige os africanos é o controle exercido pelos governos, Igreja e a influência do imperialismo na região. São estes dirigentes que, unidos, impedem que as riquezas da África possam ir para a melhoria das condições de seus habitantes.

Em termos de saúde, no resto do mundo a AIDS está sob controle, com o uso de camisinhas e de medicamentos; restando a África como a área em que a doença é uma epidemia e massacra a maioria esmagadora da população. Enquanto na maioria dos países, pelo menos no campo da saúde, há um certo esclarecimento quanto aos avanços da ciência, da Medicina e da razão, a África sofre com o regime de escuridão e dogmatismo irracional da Igreja católica, que prefere assistir e promover a morte de milhões todos os anos a permitir que a população utilize a ciência médica a seu favor e de sua vida.

Este é o papel da Igreja: deixar os trabalhadores e a população pobre na completa miséria, ignorância e exploração, para que os ricos possam gozar de seus privilégios e saúde. Impõe sua "religião" contra a vida de toda a população Enquanto seguir o "reinado" de Bento XVI e da Igreja católica na África, o genocídio da população só irá aumentar. Por isso é preciso expulsar a Igreja do continente e derrotar os governos que a seguem, impondo um governo da maioria da população trabalhadora, que invista massivamente em trabalho, educação e saúde.

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