Publicado em 02/04/2009

Crise põe PIB mundial em queda livre:
Pela 1ª vez, economia mundial deve ter recessão anual

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anulou as previsões que anunciou para a economia mundial no início deste ano, que contavam com um crescimento pequeno da economia mundial em 2009. Agora, o FMI prevê uma recessão mais profunda, com um desaquecimento econômico mais severo na zona do euro. Economistas do FMI reagiram ao ritmo e à gravidade do desaquecimento "à luz da grave contração na economia mundial nos últimos três meses de 2008 ", para formular previsões ainda mais pessimistas do que as feitas em janeiro sobre o crescimento em 2009.

O FMI acredita que a economia mundial encolha 0,6% neste ano, em vez de crescer 0,5%, como havia previsto. As previsões são de que a economia da eurozona irá encolher 3,2% em 2009, disse ela, contra a previsão anterior de declínio de 2%. Os EUA encolherão 2,6% (contra o 1,6% antes previsto) e o Japão 5% (contra os 2,6% antes previstos), sendo, portanto, a economia mais duramente atingida.

Segundo a instituição, o prolongamento da crise financeira minou a atividade econômica mundial além do que havia sido antecipado. Para o ano que vem, o FMI prevê um crescimento de entre 1,5% e 2,5%, um número "muito baixo em termos históricos", disse um alto funcionário do organismo, que pediu para não ser identificado, em uma teleconferência realizada hoje em Washington. Estas previsões estão contidas numa nota que o FMI redigiu para preparar a reunião dos ministros do G20 em Londres.

A tradução desses dados é que esta crise está fazendo a economia retroceder quase uma década em vários países, sendo um enorme retrocesso das forças produtivas, que entraram em colapso com a superprodução capitalista. Fica claro que só uma revolução que planifique a economia, estatize o conjunto da produção sob o controle dos trabalhadores e a adoção de um modo de produção superior, ou seja, socialista, pode salvar a economia mundial.

Japão: de modelo a exemplo do fracasso capitalista!

O Produto Interno Bruto (PIB) do Japão teve no quarto trimestre de 2008 a maior contração desde 1974 e poderá encolher a um ritmo semelhante neste trimestre, se as medidas de incentivo econômico da China não aumentar a demanda pelos bens japoneses. A economia chinesa cresceu 6,8% no trimestre passado, segundo dados compilados pela Bloomberg. A expansão foi a menor de sete anos, mas é a única entre os três maiores parceiros comerciais do Japão. Os outros dois, os Estados Unidos e a Europa, estão em recessão. Se a economia da China piorar e sua demanda interna permanecer baixa, o apoio às ações japonesas vai evaporar.

O PIB do Japão teve uma contração anualizada de 12,1% no trimestre passado, a maior entre os integrantes do Grupo dos Sete principais países industrializados. Os dados sobre o PIB mostram que o Japão foi o país mais afetado pela economia mundial e essa vulnerabilidade mudou o ponto de vista dos investidores estrangeiros sobre as ações do Japão. A China, o segundo maior parceiro comercial do Japão, está gastando 4 trilhões de yuans (US$ 585 bilhões) para fortalecer sua economia, a terceira maior do mundo. Mas, mesmo que a economia da China se revitalize, o Japão pode não se beneficiar, como se beneficiou nos últimos cinco anos, pois a participação do Japão nas importações da China caiu de 14,6% em 2006 para 13,3% em 2008.

Mais 12 milhões de pobres somente na América Latina

A crise financeira global terá consequências desastrosas para o mundo todo, e, apenas na América Latina vai gerar mais 12 milhões de pessoas a viverem abaixo da linha de pobreza, colocando em risco a estabilidade política da região. Quem diz isso é o próprio BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), um órgão a serviço do imperialismo, e interessado em diminuir a repercussão da crise.

A burguesia e o imperialismo fazem estes cálculos e análises pois estão muito preocupados com a reação popular e operária à crise econômica. E não é para menos. A violência do estrago da crise sobre o emprego, salário, direitos e investimentos sociais vai ser drástica. Por isso, a classe trabalhadora já está saindo às ruas em todas as partes do mundo, lutando contra o salvamento dos banqueiros e para que a maioria da população não pague esta conta que não fez.

_____Os revolucionários devem estar à frente de cada uma destas lutas, indicando a necessidade de transformar a resistência aos efeitos da crise numa mobilização permanente pela destruição do capitalismo e por uma revolução socialista.

 

VOLTAR

 
 
Notícias Relacionadas

• Uruguai aprova o direito à eutanásia!

• Jogar sapatos em Bush dá cadeia! Jogar bombas em civis iraquianos e palestinos, não! Al-Zaidi é condenado a três anos de prisão

• A FRANÇA MOSTRA O CAMINHO: Trabalhadores da Sony ocuparam fábrica e prenderam diretoria e o presidente da empresa no escritório na luta contra as demissões.

• E o Estado salva os banqueiros: Grã-Bretanha avança estatização do Lloyds, 3º maior banco britânico

• Casa só para quem ganha Oscar: Os dois principais atores mirins de "Quem Quer Ser Um Milionário" vão ganhar casas novas de governantes indianos, depois de o filme feito com orçamento pequeno ter sido o grande vitorioso do Oscar, recebendo oito estatuetas.

• Posse de Obama: a ilusão que venceu o medo

• QUEM DEFENDE A CAUSA PALESTINA? APROXIMADAMENTE MIL PALESTINOS FORAM MORTOS NA FAIXA DE GAZA EM DUAS SEMANAS DE GENOCÍDIO