O imperialismo e o governo do CNT querem castigar os milicianos que acabaram com Kadafi.*
Defendamos as milícias populares e a Revolução Líbia!
O Diário El País da Espanha do dia 27 de outubro, anunciou que o Conselho Nacional de Transição (CNT) resolveu que as pessoas que mataram o ditador Kadafi sejam levadas a julgamento. Assim informou também a edição digital da rede de televisão Al Arabiya.
A decisão do governo provisório responde às ordens imperialistas, provenientes do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, que na semana passada havia defendido a necessidade de que se clareasse a fundo as circunstancias que envolvem a morte de Kadafi...”a ONU reivindicou uma investigação ampla...porque se trata de uma questão muito séria que deve ficar clara.
Com essa noticia se encerram as mentiras montadas durantes meses pelos amigos de Kadadi, como Fidel Castro, Hugo Chavez e cia, que afirmavam que a insurgência revolucionária era comandada por “agentes da CIA, da OTAN, ou suas tropas terrestres”.
Estes argumentos foram construídos para isolar as milicias, ajudando assim o governo do CNT, integrado por ex funcionários e altos militares kadafistas, para o povo em luta seja desarmado e castigado, uma política concensuada com os altos escalões da OTAN e o conjunto do imperialismo.
Desta maneira fica claro que os que derrotaram o ditador não foram soldados da OTAN nem do governo provisório, mas sim milicianos independentes, os mesmos que tomaram Trípoli contrariando as recomendações da CNT, os mesmos setores que querem levar a revolução até o final, porque expressam as massas que necessitam resolver suas condições elementares de sobrevivência.
As organizações de esquerda de todo o mundo não podem deixar sozinhos estes combatentes. Devemos impedir os massacres, exigindo que o do governo do CNT recue com o julgamento e sua tentativa de desarmar o povo.
O povo líbio tem todo direito de permanecer armado e exercer sua própria justiça, porque foi ele que protagonizou a revolução que se vingou a vida de milhares de trabalhadores e pobres da Líbia. Porque foi, definitivamente, quem sofreu durante anos os piores crimes de Kadafi.
O povo armado e autoorganizado é, definitivamente, o único interessado em continuar o processo revolucionário e quem tem todo o direito de tomar o poder, de maneira a colocar as riquezas do país a serviço das maiorias.
A OTAN e o imperialismo não estão dispostos a permitir que as massas, organizadas de maneira autônoma, imponham justiça com suas próprias mãos. Porque estão dando um exemplo que se pode estender até a Síria, Yemen, Bahrem, Palestina para outros países do Norte da África e Oriente Médio.
Um exemplo que levanta a possibilidade de que os trabalhadores e os povos, organizados independentemente, decidam sobre os destinos de seus próprios países e suas vidas, rompendo com a burguesia e o imperialismo.
A ação direta das massas autoorganizadas impôs justiça na líbia e ameaça com a possibilidade de isso ocorrer em todo o mundo, inclusive nos EUA, onde os indignados ocupam as ruas de Wall Street, ou na Europa, comovida pelas greves gerais e pelos piquetes.
Frente a esta situação, os “donos do mundo” preparam, junto ao governo do CNT, uma condenação aos rebeldes de Misarrata, Bengazi e Brega, prendendo ou reprimindo-os ferozmente. Este processo já começou e deu um salto com o julgamento dos milicianos que acabaram com o ditador.
Nós da Corrente Revolucionária Internacional fazemos um chamado a todos os setores revolucionários ou conseqüentemente democráticos para que organizemos ações de solidariedade com o heróico pobo armado líbio, evitando que os desarmem e que julguem aqueles que derrotaram Kadafi, assim como os milhares que ainda lutam pela mudança de verdade na Líbia.
*NOTA DA CORRENTE REVOLUCIONÁRIA INTERNACIONAL
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