Recessão abala os países europeus:
Alemanha, Itália, Suécia, Dinamarca, Irlanda, Letônia, Estônia já amargam dura recessão econômica.
Novembro de 2008 é o mês que marca o inicio da recessão econômica dos principais países da Europa. Alemanha, Itália, Dinamarca, Irlanda, Letônia, Estônia entraram oficialmente em recessão (pois apresentaram dois trimestres consecutivos de crescimento econômico negativo), com retração de 0,2% de seu Produto Interno Bruto no terceiro trimestre em relação ao trimestre anterior, conforme revelam as estimativas da agência européia de estatísticas Eurostat.
Esta foi a primeira vez em que países que compõem a chamada “zona do euro” (região formada pelos 15 países da Europa que compartilham a moeda Euro) entram em recessão pela desde que a moeda comum foi implementada em 1999. Entre os países que compõem o grupo que utiliza a moeda única figuram: Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália, Áustria, Irlanda, Finlândia, Eslovênia, Chipre, Malta, Bélgica, Luxemburgo, Holanda e Grécia. Destes 15 países, 7 já entraram em recessão, sendo que o último a declarar recessão foi a Suécia, após seu Produto Interno Bruto (PIB) cair 0,1% no terceiro trimestre deste ano em relação aos três meses antecedentes (que também apresentaram retração de 0,1%).
Diante deste fato a burguesia européia, assim como fez o governo destes países, não hesitou em empurrar a crise para cima dos trabalhadores da Europa e do mundo. Na Espanha, país que esta prestes a declarar recessão após apresentar uma diminuição de seu PIB no último trimestre de 0,3%, diversas empresas, e em especial as montadoras de automóveis, estão promovendo milhares de demissões todos os dias. Na Suécia e Bélgica as demissões também já atingem milhares de trabalhadores. Na Alemanha diversas pesquisas já apontam que em 2009 até 400.000 trabalhadores serão demitidos como decorrência da recessão. Na Inglaterra é possível perceber o aumento do desemprego através do crescimento do número de pedidos de auxílio-desemprego que cresceu para mais de 36.500 somente no mês de outubro, valor que não era atingido desde dezembro de 1992.
Que os ricos Paguem pela crise!
Os trabalhadores não podem aceitar que essa crise seja colocada sob suas costas. Os burgueses e seus governos já estão fazendo com que paguemos pela crise que eles mesmos criaram. Em sua busca desesperada para salvar seus lucros os patrões não poupam ataques contra os trabalhadores. As demissões são apenas a face mais evidente destes ataques. Junto com elas os governos já começam a implementar gigantes cortes de áreas como saúde e educação para que possam dar bilhões de dólares à burguesia em crise.
A Inglaterra, por exemplo, já anunciou que vai liberar mais de US$ 30 bilhões para aburguesia, já a Alemanha liberou um fundo de mais de 470 bi de euros para os banqueiros, Governo espanhol por sua vez liberou 800 mi de euros para a indústria automobilística. Se somarmos a estas quantias os valores liberados pelos demais países europeus, a ajuda dos governos a burguesia ultrapassa a casa dos U$$ 3 trilhões. Enquanto isso para os trabalhadores só o que foi liberado é o desemprego em massa e o aumento da exploração dos que seguiram empregados.
Diante destes ataques a necessidade mais urgente dos trabalhadores diante da realidade atual é o fortalecimento de todas as lutas em curso da classe trabalhadora. Lutas estas que devem assumir um programa claro de enfrentamento com os governos burgueses, contra as demissões, em defesa da estabilidade nos empregos, pelo congelamento dos preços, reajustes salariais e a manutenção de todos os direitos já conquistados.
A única arma que os trabalhadores possuem para não pagarem pela crise que a burguesia criou é a sua luta. É preciso que se fortaleçam as lutas já existente contra as demissões, super-exploração e arrocho. Porém cada uma dessas lutas deve estar ligada a uma luta muito maior, que tem a ver com a luta pelo socialismo e a construção de uma economia planificada.