A crise se amplia: França entra oficialmente em recessão e Alemanha sofre maior queda na economia desde 1970.
A França é o mais novo membro do grande grupo dos países que assumiram oficialmente estarem em recessão. A economia francesa amargou uma queda de 1,2% do PIB no primeiro trimestre de 2009. A expressão mais concreta disto são as milhares de missões feitas somente no primeiro trimestre deste ano, no total são 138 mil desempregados a mais na França, este número é maior inclusive que o total de demissões em todo o ano passado no país.
Situação pior vive a Alemanha, maior economia da Europa e 4ª maior do mundo. Este país, que já estava em recessão, sofreu queda de 3,8, a maior queda em seu PIB desde 1970. Nem as previsões mais pessimistas do governo e da burguesia esperavam uma queda tão grande. Segundo as previsões a economia alemã reduziria no máximo em 3,2%, valor 0,6 abaixo da queda real do PIB alemão.
Estes novos dados apontam para um aprofundamento da recessão na economia européia, bem como mostra que a crise econômica mundial está se aprofundando a cada dia. Justamente o contrário do que dizem os governos e a burguesia, quando afirmam que a economia mundial já está começando se recuperar. A realidade não tarde em demonstrar que a crise está longe de terminar, e uma recuperação da economia mundial é ainda uma ilusão.
A redução do PIB se traduz em aumento do desemprego e miséria para os trabalhadores
Todos os meses o desemprego aumenta em todos os países europeus. Inglaterra, Irlanda, Espanha, Grécia, França, Alemanha e demais países da região fecham milhares depostos de trabalhos a cada nova redução de sua economia.
Para cada 0,5% que caí o PIB de um desses países centenas de milhares de trabalhadores são demitidos e jogados na miséria. Enquanto a redução da economia para a burguesia significa redução de lucros e das fortunas, para os trabalhadores seu significado é mais nefasto, se traduzindo como miséria e desemprego.
Desde o início do ano a tensão social aumentou muito na Europa. A cada nova semana explodem novas mobilizações contra o desemprego, uma radical que a outra. Na Grécia, por exemplo, os trabalhadores paralisaram o país, exigindo empregos e a renuncia do governo em dezembro de 2008. No primeiro de maio deste ano a Europa foi tomada por protestos, sendo um mais radical que o outro. E nas últimas semanas trabalhadores da Bélgica e Alemanha voltaram a protestar.
E esse é justamente o caminho para que supere o capitalismo e sua crise econômica: a Luta e a organização da classe trabalhadora. Somente lutando contra os governos, os patrões e o capitalismo será possível conquistar um futuro melhor para os trabalhadores, sem crises, onde a produção atenda as necessidades da sociedade, haja pleno emprego e uma democracia dos trabalhadores.
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