O imperialismo escancara quais os motivos pela invasão ao Afeganistão
O imperialismo não cansa de usar falsos discursos para justificar suas invasões a outros países. O argumento usado nas mais recentes investidas bélicas ocorridas no Oriente Médio, por exemplo, foi a pretensa “defesa da democracia contra os terroristas”. Mas tudo isso não passa de uma encenação onde se buscam desculpas para esconder os verdadeiros motivos das invasões.
Neste sentido, aparentemente nada justificava a obsessão do governo Bush contra o governo do Talibã, já que se tratava de um território desértico, improdutivo, sem jazidas de petróleo, no qual, ao contrário do Iraque (um dos países com as maiores reservas de petróleo do mundo), nada, exceto a localização geográfica, justificava todos os gastos do governo dos EUA para promover a guerra no país.
Estudo encomendado pelo Pentágono para garantir a riqueza imperlista
Porém, à importância política e estratégica do país, por onde passam importantes gasodutos, agora se somou outra razão importantíssima.
Recentemente, o New York Times divulgou um estudo feito pelo Pentágono, o centro de inteligência do governo norte-americano, em que se relatavam todas as riquezas minerais existentes no território do Afeganistão.
Segundo o relatório, o país possui mais de 1 trilhão de dólares em reservas minerais inexploradas em seu território, sendo que o ministro de minas e energia afegão, Wahidullah Shahrani, ainda diz que, na realidade, há três vezes mais do que o valor anunciado pelo governo dos EUA.
Ali, são descritas reservas gigantescas de ferro, cobalto, ouro, e minerais fundamentais para a indústria atual, como o lítio, usado para baterias de celulares e outros aparelhos eletrônicos.
São recursos tão esparsos no resto do mundo, que podem transformar o Afeganistão em um dos países centro em mineração mundial, afirmam as autoridades responsáveis pelo estudo. Fazendo com que seu PIB, hoje de míseros 12 bilhões de dólares, dê saltos gigantescos.
Riqueza descoberta para a burguesia imperialista
Apesar das notícias aparentemente serem muito boas para os afegãos, o que está por trás disso é a rapina que o imperialismo já havia preparado há muito tempo e que agora iniciará seu processo de exploração.
Esse estudo encabeçado pelo Pentágono iniciou antes mesmo da invasão norte-america em 2001, já que o governo dos EUA havia recebido relatórios superficiais de outros países que fizeram estudos no mesmo sentido. Dessa maneira, o imperialismo mais poderoso do planeta pôde aproveitar-se desses projetos para usá-los em seus planos. A guerra ao Afeganistão teve um componente econômico fundamental e premeditado, portanto.
Diante da revelação, o governo afegão pró-imperialista já anuncia que busca parceiros internacionais para negócios, deixando clara sua intenção de abrir os braços para quem quiser explorar a riqueza do país. O Banco Mundial já dá o tom das negociações, determinando prazos para o início das extrações das reservas e anunciando a alta lucratividade do investimento.
A guerra imperialista tem essa função: roubar as riquezas de populações inteiras, após ter destruído todo um país e matado milhares de trabalhadores do país.
Seguindo a doutrina iniciada por Clinton, aprofundada com Bush e continuada com Obama, tudo isso se garante colocando no poder um governo ligado diretamente aos interesses dos EUA dentro do país, tirando qualquer autonomia nacional.
Os trabalhadores afegãos não ganharão nada com toda essa descoberta
Toda essa riqueza pertence aos trabalhadores afegãos. Uma população que há três décadas vive em meio a guerras e conflitos, onde a burguesia de diversos países lucra muito, com o sangue de trabalhadores que lutaram por interesses que não eram os seus.
Por isso, agora, quando se descobre uma riqueza que poderá beneficiar toda a população, os trabalhadores devem lutar para derrotar a burguesia imperialista, o governo fantoche do imperialismo e a burguesia nacional do próprio país para que essa riqueza seja distribuída entre todos.
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