AIDS segue crescendo na maior parte do mundo!
O relatório “Atualização da Epidemia de Aids-2009”, lançado semana passada pelo Unaids (órgão da ONU) e pela OMS (Organização Mundial da Saúde) mostra que o maior acesso a antiretrovirais ajudou a reduzir a mortalidade por Aids em mais de 10% a nível global, nos últimos cinco anos e que o número de novas infecções caiu 17% nos últimos oito anos.
Estes dados revelados como o “lado bom” do relatório, escondem os dados mais preocupantes do levantamento. A OMS e a Unaids, como parte da estrutura imperialista da ONU, tratam a pesquisa e estatísticas científicas como um método de propagação ideológica capitalista, e tentam mascarar as niotícias ruins. Do outro lado, estão os dados bem mais negativos e que, infelizmente, ainda são os mais numerosos.
A própria Organização Mundial da Saúde revelou que quase 34 milhões de pessoas no mundo são portadoras do HIV, e cerca de 2,7 milhões de novas infeçcões ainda ocorrem por ano.
A realidade é que os números absolutos de novos casos estão em queda, mas isso é deformado pela queda de casos na África, continente de maior incidência. Nos demais países e regiões, a Aids segue em alta, principalmente na Ásia e Leste Europeu, onde o nível de vida tem caído abruptamente. Na África, parte da diminuição de novos casos corresponde não ao controle da doença, mas ao contrário: à saturação de populações que chegam a 40% de infectados e a morte massiva de indivíduos, fazendo cair artificialmente os índices de contaminações.
Assim, a doença que, sem tratamento, além de matar milhões de pessoas; mutila, debilita e provoca tanto sofrimento e prejuízos a suas vítimas, está longe de ser controlada. O Brasil é um desses tantos locais em que a tendência segue sendo de aumento do número de novos casos. Segundo os dados oficiais do Ministério da Saúde, há cerca 18 casos para cada 100 mil habitantes, com 6 mortos para cada grupo de 100 mil habitantes.
É preciso lutar contra governos, empresários e o sistema para garantir tratamento
Existem 10 milhões de pessoas no mundo que precisam de tratamento contra a Aids e apenas 4 milhões tem acesso a ele. Esse é o maior problema, além da falta de iniciativas que impeçam o crescimento do vírus HIV. Infelizmente, no capitalismo, os grandes laboratórios não têm interesse em investir em pesquisas sobre a AIDS, pois, pelo forte apelo humanitário e social que haveria no caso de uma vacina ou remédio mais eficiente, provavelmente as patentes seriam quebradas e o lucro não seria tão grande.
Por parte dos governos, o gasto em saúde como um todo vem sendo cortado no mundo inteiro, e cada vez mais setores estão descobertos de sistemas públicos e gratuitos, e muito menos de qualidade. O investimento em doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) ainda enfrenta re4sistência dos setores mais reacionários, como a Igreja e políticos conservadores. Assim, se produz o atual estado de abandono de uma parte importantíssima da população, que não recebe a assistências já disponível tecnicamente, mas que só chega a quem pode pagar muito caro.
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