Mais um ataque brutal dos EUA:
Desta vez contra a Síria!
O Oriente Médio segue sendo vítima da agressão militar dos Estados Unidos. A Síria sofreu um ataque violento de soldados americanos, por meio de helicópteros, em um vilarejo na área de Abu Kamal, distante apenas oito quilômetros da fronteira com o Iraque (leste do país). Foram assassinadas oito pessoas, pelo menos. Segundo as informações divulgadas no país, os soldados americanos que saíram dos helicópteros abriram fogo contra um prédio civil ainda em construção e dispararam contra os funcionários que estavam no local, causando oito mortes de trabalhadores, incluindo a esposa de um dos guardas da construção.
Este vilarejo que os soldados americanos atacaram na Síria seria uma área onde é feito contrabando de alimentos e munição para o povo iraquiano que, há mais de cinco anos, os EUA tenta dominar (na tentativa de se apossar dos recursos do petróleo) e não consegue. A derrota militar dos Estados Unidos se soma à derrota financeira, pois só se gastou tanto dinheiro na Guerra Fria. O governo americano ainda sofre uma grande desmoralização política, devido à resistência e luta dos trabalhadores, o que se expressa na rejeição recorde a Bush.
Os EUA se utilizam de seu poder e influência para tentar impor terror sobre os países mais pobres que não andam de braços dados com o imperialismo servindo de capacho, como é o caso do Brasil. No caso da Síria, por cujas fronteiras se consegue enviar meios para que a classe trabalhadora iraquiana consiga resistir a esta máquina de terror, exploração e morte é o imperialismo, os EUA mostram do que são capazes para defender seus interesses.
E isso que o governo da Síria está longe da postura de enfrentamento que muitos pensam que ele tem. O governo da Síria negocia abertamente com o imperialismo e os governos pró-imperialistas da região. No Líbano possuem um choque com o governo capacho, mas não passam disso: mesmo diante da invasão israelense a esse país, por exemplo, não defenderam militarmente o povo que estava sendo assassinado. Inclusive diante de Israel, o estado semi-nazista, racista e terrorista da região, a Síria exige a devolução das Colinas de Golan a seu território, e, em troca, reconheceria aquele Estado ilegítimo, teocrático e genocida.
É necessário que os trabalhadores da Síria, Líbano, Palestina, Iraque e de todo o mundo se organizem e se unam, na luta para derrotar a ocupação imperialista, e seus representantes, que os exploram e matam. A única forma de derrotar a colonização dos povos, a guerra contra os trabalhadores do Oriente Médio e a exploração é com a construção de uma nova sociedade, sem classes, onde os trabalhadores em conjunto façam suas próprias leis para decidir o que for melhor para suas vidas. Uma sociedade em que todos recebam o produto de seu trabalho, o que só vai existir com nossa organização e a vitória da revolução socialista.
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