Seguem os terremotos: depois do Haiti e Chile. é a vez da Turquia
O capitalismo se demonstra incapaz de garantir até mesmo a sobrevivência
Mais países foram atingidos por terremotos nas últimas semanas. Depois do Haiti, onde o desastre ambiental tornou mais latente a situação caótica que vivia o país, agora o Chile sofreu com tremores ainda maiores, deixando um saldo de cerca de mil mortos.
Mais de 1 milhão de casas foram destruídas e cerca de 80% do país foi atingido, em diferentes escalas. Após o desastre mais forte, seguido ainda de alguns tremores em menor grau, a proporção do desastre foi tão grande que até mesmo países vizinhos, como o Brasil, ainda que em um grau muito menor, foram afetados.
Rodovias ficaram trancadas, o aeroporto de Santiago teve que ser fechado por 24 horas e até agora muita gente segue desamparada.
Após tudo isso, também na Turquia aconteceu um terremoto, numa patamar um pouco inferior a 6 graus na escala Richter (o do Haiti e Chile foram em torno de 8 graus), e atingiu grande parte da população que mora nas chamadas “adobe” (casas feitas de bloco de argila crua). Até agora, já foram contabilizadas dezenas de mortos.
O capitalismo degrada a natureza e é incapaz de reparar e prevenir danos
Se analisarmos somente os dados relativos à destruição e mortos de um país para outro, fica bem claro os reais motivos de tamanha tragédia. Segundo o instituto de pesquisas geológicas dos EUA, terremotos no grau do que aconteceu no Haiti e Chile acontecem pelo menos uma vez por ano. No grau do que ocorreu na Turquia ocorrem 17 vezes ao ano, e os que alcançam 5 graus na escala Richter têm uma média de 1700 por ano.
Ou seja, não há nada de muito anormal na existência de terremotos, mesmo com forte intensidade. O que acontece é que, mesmo existindo aparelhos avançados para prever este tipo de fenômeno, não se vê interesse por parte dos governos em investir nisso e prevenir os danos provocados.
E, como provam os próprios números, os países que mais sofrem as consequências com este tipo de tremor são os mais pobres. A situação que vive hoje o Haiti, e agora também o Chile se explica por uma razão: o capitalismo é incapaz de garantir segurança e se defender dos desastres ambientais. Isso acontece porque as políticas que envolvem o lado social, de defesa das populações mais pobres, não é um negócio vantajoso aos patrões e governos.
As grandes propostas apresentadas pela burguesia são um verdadeiro fracasso, como ficou bem claro na última conferência climática que ocorreu em Copenhagen, onde nada de prático foi tirado para evitar qualquer dano lpanetário, mesmo se conhecendo a destruição climática e ecológica que está em curso.
Pelo contrário. Os EUA saíram deste fórum reafirmando que não se comprometem em nada para diminuir a emissão de gases poluentes ou em punir grandes indústrias que cometem verdadeiros crimes ambientais.
Ajuda humanitária tardia e insuficiente
O desfecho de isso tudo e a comprovação do pouco caso que se tem com este tipo de catástrofe é expresso pelo valor das ajudas humanitárias governamentais. Além de envolverem valores irrisórios, estas "ajudas" vêm com o propósito de seguir explorando e oprimindo milhares de trabalhadores nos países atingidos, já visando ao lucro e oportunidades de negócio.
O Haiti é o maior exemplo disso, pois já se gastou muito mais com tropas militares do que com a reconstrução do país.
Mais tragédias acontecem, e mais ainda acontecerão, como dizem os próprios geólogos. Este tipo de fenômeno é comum e não tem nada de anormal em sua incidência. O que é anormal e aumenta mil vezes as proporções das tragédias é a miséria e pobreza no mundo todo, as quais só podem ser extintas com luta e resistência.
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