Publicado em 25/02/2009

Milionário Donald Trump pede concordata e é mais um que Obama deve salvar:
O magnata e apresentador do reality show The Apprentice (O Aprendiz) conta com governo para manter seus cassinos

Famoso por comandar o reality show O Aprendiz, um dos mais bem-sucedidos da TV americana, que inspirou uma imitação brasileira com Roberto Justus, Donald Trump e sua organização recorreram à concordata.

O Trump Entertainment Resorts, grupo de cassinos que Trump controla, pediu concordata com base no capítulo 11 da lei americana de falências, que permite a reestruturação de uma empresa em amparo dos credores, o que significa obter benefícios estatais para manter seus lucros e resultados.

Com uma dívida de 1,7 bilhão de dólares, o grupo de cassinos não efetuou o pagamento de 53 milhões de dólares em juros em dezembro. "A demanda, necessária por uma ameaça de quebra não desejada, e uma dívida de US$ 1,7 bilhão, marcará a terceira aparição do grupo em uma jurisdição de quebra", lembrou o Wall Street Journal. Isso prova o quanto é fácil ganhar dinheiro sendo um grande empresário. Se pode explorar, sonegar e especular à vontade, pois, mesmo se há um contratempo, o governo salva, no caso de Trump, pela 3a vez.

O Trump Entertainment Resorts possui diversas áreas de jogos em Atlantic City e em Nova Jersey, onde moradores de Nova York costumam fazer suas apostas. A cidade já sentiu os abalos da recessão global com uma queda de 7,6% nas apostas. Para Trump essa turbulência deve piorar ainda mais a situação das empresas de cassino na região, o que já serve para alertar que não vai pedir poucos recursos para suas empresas.

A burguesia fede

        O caso de Trump, em termos de escândalo do Estado pagando as contas de um milionário é apenas mais 1 entre milhares. O interessante nesta situação, em particular, é que Trump sempre posou como o exemplo de empresário bem-sucedido. Suas empresas e seu status eram apresentados como a imagem de sucesso, de dinamismo e iniciativa da burguesia. Não por acaso, ele apresentava um programa que avaliava os melhores candidatos a um emprego, sempre testados pelo “professor” Trump, o “gênio” do capitalismo. Famoso por seu ego e arrogância, o auge do “show” era quando ele dizia “você está demitido” aos eliminados.

        Agora que Trump está mendigando dinheiro dos pobres, que sustentam o orçamento do governo Obama, e que elegeram este novo presidente acreditando em mudar a lógica de poder nos EUA, fica claro que não há mérito individual no enriquecimento dentro do capitalismo.

        Os empresários mais respeitáveis e exemplares do capitalismo são, na verdade, charlatães e ladrões de colarinho branco. Suas empresas sobrevivem do massacre a seus trabalhadores, isenções fiscais e especulação financeira. É o povo pobre quem compra seus produtos, paga por seus serviços e é exaurido trabalhando em suas empresas. O governo usa os recursos de todos para enriquecer poucos ricos. Foi assim que Madoff, ex-presidente da Bolsa de Nova York, pôde roubar mais de US$ 50 bilhões. Só assim, Trump e a corja de banqueiros e empresários americanos e no mundo inteiro pode tirar fotos como modelos de quem “venceu”.

        Os trabalhadores precisam lutar e destruir todo o sistema capitalista, tomando o poder do Estado, que deve expropriar toda a burguesia e ser controlado por organismo de poder dos explorados. Só com uma revolução socialista é possível acabar com esta vergonha e humilhação permanentes que a maioria da população sofre atualmente. É quem já gera a riqueza do mundo quem deve se apropriar dela, esmagando a burguesia que parasita os verdadeiros modelos de produção: os trabalhadores que ficam horas massacrantes nas fábricas e vivem com salários de fome.  

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