Publicado em 12/10/2009

Polícia reprime manifestação anti FMI e Banco Mundial e mata ativista!

Istambul (Turquia), sede da última reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, também se tornou o palco de mais um enfrentamento violento de manifestantes anticapitalistas e forças de repressão.

Enquanto na reunião se discutia a "reorganização" econômica do mundo pós- crise, uma forma educada de tratar a política de jogar os custos da crise para os trabalhadores; do lado de fora, ocorria um forte protesto contra o FMI e o Banco Mundial.

Ao todo, aproximadamente mil pessoas caminharam até a praça de Taksim, no centro da cidade. Do local, os manifestantes foram ao lugar onde acontecia a reunião.

            Alegando querer impedir transtornos aos andamentos da "cerimônia", a polícia usou jatos d'água e bombas de gás lacrimogêneo. O saldo dessa agressão covarde, que transformou Istambul numa praça de guerra, foram mais de 100 presos, e um morto!

A polícia e o governo pró-imperialista turcos disseram que a morte se deu por ataque cardíaco. Mentira! Mesmo que uma necropsia diagnostique esta razão como causa mortis (o que deve ser esclarecido, já que as agressões generalizadas a centenas de pessoas, podem ter causado esta morte diretamente), ainda assim, só teria havido o enfarte por conta da ação absurda e criminosa da polícia.

Luta contra imperialismo e suas instituições é mundial. Não precisamos de reformas e sim acabar com o FMI.

No segundo dia da reunião, houve outra manifestação, onde novos confrontos entre a polícia e os manifestantes aconteceram.

            Depois de fazer com que a economia do mundo chegasse à beira da falência, organismos como o FMI se reúnem, na prática, para fazer o balanço dos ataques feito aos trabalhadores, e ver como implementar ainda mais exploração. Neste fórum, por exemplo, participaram 186 delegados de diversos países, mais o presidente do FMI, Dominique Strauss-Kahn.

            Segundo o presidente do FMI, a intenção é elevar o poder dos países emergentes no Fundo. Conhecendo já o passado e o papel que cumpre o FMI, que hoje é responsável por sangrar as economias de países como o Brasil, Argentina, Venezuela, etc., essa elevação dos poderes dos emergentes nada mais é do que aumentar sua “responsabilidade”, ou seja, seus custos com a instituição.

A contrapartida a esse aumento de cotas em torno de 5% aos países pobres, que não vai alterar nada de seu poder político, será obrigar a que estes países "beneficiados" façam empréstimos ao FMI, como o Brasil, que já ofereceu cerca de US$ 10 bilhões. Essa é uma saída que a burguesia imperialista aponta para sair da crise.

            O que está sendo discutido é se os trabalhadores, que estão perdendo empregos, benefícios e salário, serão obrigados a sustentar ainda mais o FMI e Banco Mundial, em troca de décimos de porcento em decisões que são sempre eles, ou se a resposta será a luta.

            A resposta que nos deu o povo turco, e outros manifestantes estrangeiros, nas ruas de Istambul, deve ser a mesma em todos os cantos do mundo, como forma de repudiar estes dois organismos, o conjunto do imperialismo, e os governos capachos que os defendem, como as Frentes Populares na América Latina.

O Socialismo já provou ser mais eficaz que o modo de produção capitalista

            Contra essa farsa que é o FMI e o Banco Mundial, é necessário apontar que tipo de organismos devem existir internacionalmente. Ao discutir a crise do capitalismo, esse fórum em Istambul nada mais faz que tentar remendar as teorias que sustentaram nos últimos anos, e que, uma a uma, vêm fracassando.

Depois de apontar as privatizações e a liberalização financeira como alternativas por muito tempo; hoje, depois de derrotadas essas teses neoliberais, os acadêmicos capitalistas apostam num keynesianismo sem concessões sociais, numa paródia da tentativa de recuperação capitalista na década de 30 do século passado.

Para os trabalhadores, nenhuma dessas opções representa qualquer melhora em suas vidas. É necessário reafirmar a necessidade de que sejam os que produzem a riqueza do mundo que sejam seus donos. É preciso que toda a produção mundial seja regida pela planificação econômica e pela propriedade estatal e controle operário da riqueza produzida e de seus meios de produção, que devem estar a serviço da necessidade da maioria da população e não da ganância da burguesia.

            Por isso, o Movimento Revolucionário se solidariza com as manifestações em repúdio ao FMI e o Banco Mundial. Comemoramos cada molotov atirado contra a sede do FMI, e nos somamos aos esforços de generalizar estes protestos, e de se dar o troco à intervenção assassina da polícia contra os manifestantes. Só a luta da classe trabalhadora pode jogar essa crise nas costas de quem a produziu. Vamos fortalecer as lutas e derrotar o capitalismo nas ruas!

VOLTAR

 
Notícias Relacionadas

• Golpe em Honduras se mantém pela força da repressão e pela traição do reformismo e chavismo

• Abaixo o golpe militar em Honduras! Fortalecer a luta dos trabalhadores de Honduras no mundo inteiro.

•A HIPOCRISIA DO FECHAMENTO DE GUANTANAMO

•Ahmadinejad é o inimigo nº 1 do mundo? Quais o motivos da campanha dos EUA, de Israel e dos sionistas contra o presidente iraniano e qual a posição dos revolucionários sobre o Irã?

• Obama realiza maior matança no Afeganistão desde 2001

• O leste europeu 20 anos depois da queda do muro: Geração pós-queda do muro de Berlim diz não ao capitalismo no Leste Europeu

• Crise põe PIB mundial em queda livre: Pela 1ª vez, economia mundial deve ter recessão anual