Vazamento de petróleo no Golfo do México é pior desastre da História dos Estados Unidos e 14 vezes maior que o esperado
Desmentindo as informações até agora falsamente divulgadas pela empresa British Petroleum (BP), a quantidade de petróleo que está jorrando da plataforma afundada próxima à costa sul dos EUA pode ser muito superior às estimativas iniciais, o que contraria informações recentes também da Guarda Costeira americana de que a enorme maré negra estaria se fragmentando.
Assim como o ex-presidente George W. Bush ficou marcado pela omissão e mentiras diante do desastre provocado em Louisiana pelo furacão Katrina, agora Obama corre o mesmo risco, ao negligenciar e artificialmente tentar minimizar os efeitos catastróficos do vazamento de óleo na mesma região do país.
O alerta sobre um quantidade muito maior de óleo e poluição do que o calculado inicialmente foi feito por especialistas, num momento em que os executivos da BP tentam esconder o tamanho do vazamento. Cientistas renomados como Steven Wereley, da Universidade Purdue, Timothy Crone, da Universidade de Columbia, Eugene Chiang, da Universidade de Berkeley e Ian R. MacDonald, da Universidade estatal da Flórida declararam que a quantidade de petróleo derramada no mar pode ser até 14 vezes maior do que o oficialmente calculado (800 mil litros diários).
A plataforma Deepwater Horizon, dirigida pela petroleira British Petroleum, mas de propriedade da Transocean, sofreu em 20 de abril uma explosão que provocou seu posterior afundamento e a morte de 11 trabalhadores. Mais de três semanas depois da explosão, a maré negra ameaça as costas dos estados da Louisiana, Mississipi, Flórida e Alabama.
Obama não tomou nenhuma providência mais enfática para indenizar os trabalhadores mortos pela irresponsabilidade e exploração da BP, nem multou, puniu ou confiscou bens da petroleira. Até agora, apenas deu discursos de que ela é quem deve pagar os custos da limpeza. Este tipo de declaração evasiva e superficial deixa as mãos da multinacional livres para seguir com um trabalho mal planejado e mal feito de contenção do vazamento, pois a empresa está muito mais preocupada em economizar com métodos caseiros e experimentais, que chegam a propor usar pelos de animais e restos de lixo para conter o óleo, do que em estancar imediatamente esta calamidade que continua só crescendo.
Os especialistas acreditam que a maré negra do Golfo já é o pior desastre ambiental da história dos Estados Unidos, e que já supera a tragédia do petroleiro Exxon Valdez no Alasca, em 1989, que até hoje chocava pelas imagens de animais cobertos de óleo e uma matança generalizada da vida neste santuário ecológico. Com a cumplicidade de Obama e a atuação criminosa da British Petroleum, todo o viveiro de répteis, pássaros, anfíbios, peixes e mamíferos que existe nos pântanos e costa do Golfo do México estão ameaçados, numa área das mais importantes ambientalmente no mundo.
Este fato deixa claro que o capitalismo não pode conviver com a natureza e com a saúde do homem. Para manter seus lucros, as empresas colocam tudo a perder e sob risco de morte. Tanto faz ser um país pobre e subdesenvolvido, como são os casos das papeleiras (indústrias poluidoras de celulose) na América do Sul ou as petroleiras no país mais rico do mundo.
Para evitar novos desastres ambientais e reparar o possível dos danos no Golfo do México é preciso expropriar sem indenização a BP e as demais empresas de petróleo, bem como as mineradoras e outros grupos que possam colocar em perigo a vida e a natureza. Só o Estado, através de empresas públicas e controladas pelos trabalhadores, pode e deve ser responsável por atuar em áreas tão sensíveis e estratégicas como essas.
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