Conlute, Grêmios estudantis, professores estaduais e a Construção do Movimento Revolucionário realizam grande ato contra os ataques de Lula e Yeda à educação pública na última quarta feira 29 de agosto.
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O dia 29 de agosto de 2007 foi marcado pela paralisação de 24 horas dos professores estaduais e muitos protestos em todo o estado contra a política de Enturmação da governadora Yeda Crusius. As manifestação foram organizadas pelos núcleos do CPERS ( Sindicato dos professores estaduais) no interior do estado e na capital, Porto Alegre, por uma grande manifestação que contou com a participação de mais de 400 pessoas entre professores, estudantes e trabalhadores em geral.
Em porto Alegre, estiveram presentes no Ato estudantes e professores das escolas estaduais: Parobé, Cônego Paulo de Nadal, Odila Gay, Roque Gonzales, Alberto Torres, Leopoldo Hoff, Otávio Rocha, Inácio Montanha, Isabel de Espanha, entre outras. Além de estudantes e integrantes de diretórios acadêmicos como o de Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e do curso de letras e Biblioteconomia. Também estiveram à frente do ato organizações políticas como a Construção do Movimento revolucionário, o CEDS e o Movimento Revolta.
O protesto teve como centro a luta contra o sucateamento da educação pública promovido por Yeda e Lula. Este se soma aos muitos outros que vêm acontecendo nas últimas semanas no estado, logo após o anuncio feita pela governadora Yeda de sua nova política para educação, com corte de 50% das verbas, demissão de professores e amontoamento de pelo menos 50 estudantes por turma (Leia a matéria sobre a Enturmação. Clique aqui).
A manifestação se iniciou com a concentração de estudantes e professores a partir da 9 horas da manhã em frente à Escola Técnica Parobé, e às 10 horas saiu em marcha pelas ruas da cidade até o prédio da secretaria de educação do estado do Rio Grande do Sul.
Durante toda a manifestação foram cantadas palavras de ordem que colocavam a necessidade de derrotar Lula e Yeda, e seus ataques à educação como: "Com Lula Lá, Yeda Aqui! Só tem dinheiro pro FMI", "Governo Cara de Pau, Só tem Dinheiro pra Multinacional!", "Não tem dinheiro pra educação, mas tem dinheiro pra pagar corrupção", "Yeda que papelão, o estudante vai enterrar a enturmação!", "Lula e Yeda é tudo igual, é roubalheira e arrocho salarial!", "Fora Mariza! (secretaria da educação do RS)"; As eleições não mudam não, é só com luta que melhora a educação!”
Com esse conteúdo, claramente contra os governos de Lula e Yeda, o protesto cumpriu um papel importante no fortalecimento da luta contra os governos, o sistema capitalista e os ataques que os trabalhadores e estudantes sofrem.
Mas a luta contra os ataques de Lula e Yeda, como a enturmação ainda não acabou. Os trabalhadores em educação e os estudantes precisam construir mobilizações cada vez mais fortes, discutindo nas escolas a necessidade de lutar para defender a educação pública, derrotar yeda e lula e seus ataques, como a enturmação. É preciso que os professores e estudantes procurem unificar suas lutas com as demais categorias estaduais, pois não só a educação sofre com os ataques de Yeda, mas todas as demais áreas como saúde, segurança, etc. também estão sofrendo cortes de verbas, demissões e atraso nos salários, e para mudar essa situação mais do nunca é preciso unificar a luta das categorias estaduais e promover uma grande luta para derrotar Yeda e Lula, através da construção de uma grande paralisação estadual que coloque o governo na parede e imponha a vontade e a necessidade dos trabalhadores (leia mais sobre a luta das categorias estaduais).
PSTU cumpre um papel lamentável....
A Construção do Movimento Revolucionário vem sendo linha de frente na organização e realização da luta contra a enturmação, e nesse ato não poderia deixar de ser diferente. Em todos os locais onde atuamos chamamos a construção da luta como única alternativa para os trabalhadores conquistarem seus interesses.
Infelizmente nem todas as correntes do movimento dos trabalhadores tratam a luta desta forma. O PSTU não só se recusou a participar do ato porque não seria um ato seu nem de sua frente eleitoral de esquerdas, como se dedicou a cumprir o papelão de ligar para as escolas estaduais (como Santa Rita, Vila Cruzeiro do Sul, Langendonck, Álvaro Braga, Eva Carminatti, Oscar Coelho de Souza, General Neto, Afonso Guerreiro Lima) que iriam participar da manifestação para dizer aos diretores e professores que não participassem do ato e não deixassem os estudantes irem também, em algumas usou o argumento de que a ida ao ato poderia atrapalhar depois a realização do plebiscito da reestatização da Vale, outras simplesmente dizendo que não deveriam ir, e em outras chegando ao cúmulo de dizer que se tratava de um ato do governo e da CUT.
Isso é inaceitável para uma corrente que se reivindica dos trabalhadores, pois o ato estava sendo organizado por entidades estudantis que constroem a CONLUTE, por organizações políticas que reivindicam e constroem a CONLUTAS, como o CEDS e a Construção do Movimento Revolucionário. Se o PSTU não queria participar do ato, que não participasse. Mas ficar sabotando o ato com argumentos falsos e irreais já é uma postura digna da CUT e do Governo. Um verdadeiro papelão! |
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