Lula e Yeda vendem ações do Banco do Brasil e Banrisul.
Isso tem nome: privatização!A CEF é a próxima!
Lula e Yeda são de partidos que dizem ser oposição, um ao outro, no RS e no Brasil. Mas faz tempo que o PT mostra que é igual ao PSDB. Agora Lula diz que é uma metamorfose ambulante, ao defender a CPMF que criticava. Na realidade, Lula é um cara de pau, pois se elegeu com o voto da esperança de mudança e governa igual a FHC. Lula já vendeu os bancos do Maranhão e Ceará, assim como FHC vendeu o Banespa e outros estaduais. Esta é a lógica de governos como o de Yeda e Lula: rebaixar salários, demitir os funcionários mais antigos, substituir funções por terceirizados que ganham ainda pior, cobrar tarifas e juros absurdos: tudo para preparar o terreno para vender os bancos públicos e garantir ainda mais lucros para os empresários e banqueiros, nacionais e estrangeiros.
Lula vendeu ações do BB no 1º mandato, e agora faz isso novamente. Antes disso, o governo tinha demitido mais de 7 mil trabalhadores através de “aposentadorias antecipadas”, uma nova versão das “demissões voluntárias” de Britto e FHC.
Os bancários e demais trabalhadores só perdem com a privatização do BB e Banrisul, mesmo que parcial. Cada ação que Lula e Yeda vendem é mais presença de multinacionais e bancos privados aumentando juros dos clientes. Cada ação vendida significa mais exploração dos bancários, pois aumentarão o ritmo de trabalho e as metas, e, em conseqüência, as doenças relacionadas ao trabalho.
Na Caixa, Lula prepara este mesmo caminho, com um plano de demissões, chamado de Aposentadoria Antecipada. Estes empregos, que serão deixados vagos, não serão repostos e vão ser fechados em nome de “enxugar” a Caixa para ter suas ações vendidas, igual ao que ocorreu no BB.
Lula quer atacar ainda mais os trabalhadores
Além de lutar para aumentar impostos, como a CPMF, o governo Lula também planeja retirar direitos através das Reformas da Previdência, Sindical e Lei de Greve. O PT negocia cargos e verbas para manter um imposto que serve para pagar o mensalão e comprar deputados, mas que nunca chega à saúde dos que precisam. Ao mesmo tempo, o governo também quer uma nova Reforma da Previdência que vai obrigar todos a trabalhar mais 5 anos sendo explorados, para poder se aposentar.
Já com a Reforma Sindical, o governo compra as centrais sindicais, que já são cada vez mais vendidas, governistas e cheias de carreiristas e burocratas. Isso vai se agravar com a repartição da boquinha do imposto Sindical, que a CUT e a Força Sindical vão ganhar a partir de agora. E, por fim, Lula tenta passar a Lei de Greve, que vai demitir grevistas, contratar fura-greves, além de obrigar que 40% da categoria siga trabalhando, para impedir qualquer manifestação.
Cresce a desfiliação da CUT. Por uma alternativa da base !
O mais inaceitável é que, enquanto Lula ataca os bancários dessa maneira, a Contraf/CUT não faz nada. Os sindicalistas da CUT são pagos pelos trabalhadores e seus sindicatos, mas defendem o governo nos ataques aos trabalhadores. Na última campanha salarial de bancários isto ficou claro: graças ao papelão da Contraf/CUT, já se entrou na campanha pedindo 10%, enquanto nossas perdas são de mais de 100% e os lucros dos banqueiros foi recorde em 2007.
Quando a greve parecia inevitável, coube ao “comando nacional” cutista encerrar a greve antes que começasse, tanto no BB, como no Banrisul e privados, em nome de um acordo muito ruim. Na Caixa, isso não foi possível. A radicalização da categoria impôs uma greve muito forte, mas que também foi traída pela Contraf/CUT, que mais uma vez poupou Lula e aceitou um acordo que não garantiu nem aumento da proposta salarial, nem a isonomia. Os Técnicos Bancários da Caixa, por exemplo, na aparência, ganharam uma PLR maior. Na essência, perderam de ganhar a isonomia, que poderia ter sido conquistada.
A lição é bem clara: é preciso romper com a CUT e construir alternativas pela base, baseadas em comandos eleitos em assembléias e com sindicatos em greve. Esta organização deve durar o ano inteiro, com o fortalecimento da estrutura de delegados sindicais e a unidade com os demais trabalhadores.
Recentemente, romperam com a CUT os sindicatos de bancários da Bahia, do Rio Grande do Norte e de Bauru. São 3 sindicatos que se somam às centenas que romperam nos últimos anos, em todas as categorias
Só com nossa luta e organização é possível uma vida melhor. As eleições representativas, no capitalismo, não mudam nada. Os bancários só podem contar consigo mesmos e os demais trabalhadores. Os bancários, como todos os trabalhadores, precisam estar unidos numa organização que represente seus interesses, opondo-se aos constantes ataques do capitalismo, lutando por uma revolução, por outro tipo de sociedade, em que sejam os trabalhadores a governar diretamente, através de sua organização nos bairros, nas empresas, fábricas e escolas.
MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO
PORQUE OS BANCÁRIOS PRECISAM DE UMA REVOLUÇÃO
CONSTRUINDO A CONLUTAS
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