Publicado em 09/10/2011

O comando nacional de negociação trai a categoria de Correios

Os trabalhadores de Correios seguem firmes em uma das mais heróicas greves de toda a história. Já são 25 dias, onde mesmo com todos os tipo de retaliações e ameaças, a categoria segue em luta.

        O comando de negociação, porém, não é digno de negociar em nome dessa categoria tão aguerrida. Esse comando, composto majoritariamente por correntes diretamente ligadas ao governo – 2 da Articulação, 2 do PCdoB, 1 da ASS (PT), 1 do MRL (PT) e 1 do PSTU – foi responsável por uma das mais duras traições já vistas pela categoria de correios.

        No dia 04/10 em reunião de audiência no TST, foi apresentada a proposta de reajuste salarial de 6,8% retroativo a agosto, 80 reais linear a partir de janeiro, e desconto de 6 dias de,  o restante dos dias paralisados seriam pagos em trabalho aos finais de semana até 2012.

Esse acordo foi apresentado pela maioria do comando de negociação como um reajuste que contemplaria as necessidades da categoria, e dessa forma o TST entendeu que todas as partes haviam se entendido e entrado em acordo.

        O comando de negociação como bons traidores e seguidores cegos dos ditames do governo, já davam a greve como encerrada. Sr. Talibã, conhecidíssimo traidor da categoria, assinou embaixo desse acordo.

        A mídia burguesa por sua vez já foi anunciando o fim da greve e o retorno dos trabalhadores ao serviço a partir de quinta-feira 06/10. Até mesmo o Jornal Nacional noticiou em destaque o fim da greve de correios.

        Até mesmo o site do sindicato de São Paulo, o mais importante do país pelo tamanho de sua base, noticiou em destaque, colocando como fechado esse acordo entre o Comando de Negociação, a ECT e o Tribunal Superior do Trabalho. Porém logo mudou a matéria, se atendo a ficar colocando os valores oferecidos pelo acordo.

Todos esses acontecimentos só fizeram a revolta da categoria aumentar ainda mais.

        Diante de tanta traição o que ficou explicito é que desde o início da campanha salarial é uma necessidade imperiosa a criação de um comando paralelo, formado por um integrante por sindicato eleito em assembleias democráticas, com a ampla participação da base da categoria.

        Dessa forma, mesmo que somente os sindicatos de oposição a maioria da Fentect, já estariam armados orientando a base da categoria para seguir firme na luta.

        A realidade demonstrou essa necessidade, já que dois membros do comando de negociação foram obrigados a organizarem informes paralelos ao da maioria da Fentect. Evandro Leonir, ligado ao MRL-PT e José Gonçalves de Almeida, o Jacó, ligado ao PSTU, na prática formaram um comando paralelo. Foram obrigados diante de inúmeras reuniões que os governistas fizeram sem a presença dos dois companheiros e a necessidade de seguir a luta.

        Agora existe a necessidade de fortalecer essa ideia. O comando de negociação perdeu totalmente sua legitimidade, por isso os trabalhadores devem exigir a destituição imediata desse comando.

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