____Nos dias 20, 21 e 22 de abril acorreu na cidade de São Leopoldo, na UNISSINOS o XXlX Encontro Regional de Estudantes de Serviço Social - ERESS. Estiveram presentes estudantes de Serviço Social do estados do Rio grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O encontro foi marcado por importantes discussões sobre a conjuntura do Brasil e da América Latina, sobre a Reforma Universitária do governo Lula/UNE e a realidade do Movimento Estudantil.
____Numa atitude de boicote ao debate, apesar de confirmar a presença, a UNE mais uma vez não apareceu e deixou claro sua total falta de compromisso com a organização dos estudantes e a construção do um movimento estudantil autônomo e combativo.
____Mesmo com a ausência da UNE, a CONLUTE esteve presente nas mesas e nos grupos de discussão debatendo com todos os estudantes o triste papel da une chapa branca no movimento estudantil.Os estudantes de Serviço Social deixaram bem claro que não vêem a UNE como alternativa de luta e que desejam construir algo novo. Um grande número desses também se mostrou simpático à construção da CONLUTE (Coordenação Nacional de Luta dos Estudantes), o que se confirmou na plenária final aonde foi votada à proposta de alteração do estatuto da ENESSO (Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social) que deixa de reconhecer a UNE como seu fórum máximo, reconhecendo sós as entidades que estão na luta. Esta será levada ao Encontro Nacional.
____Ao mesmo tempo em que a discussão da falência da UNE acontecia, tomava corpo um debate sobre a Coordenação Nacional da ENESSO, que há sete anos é dirigida por um grupo ligado a corrente política Articulação de Esquerda (corrente interna do PT), e que sofre o mesmo processo de burocratização que decretou a morte da UNE para as lutas. Esta articulação da oposição é nacional e a região está se organizando para se incorporar. No Rio grande do Sul foi votada pra coordenação regional uma estudante que constrói a CONLUTE e que milita na Construção do Movimento Revolucionário.
____No ERESS os estudantes de Serviço Social mostraram que não existe mais espaço para governismo no movimento estudantil e que para derrotarmos o governo precisamos nos organizar para a luta.