Trabalhadores dos Correios passam pela primeira semana de luta. Determinação contra os ataques de Dilma!
Os trabalhadores de uma das categorias que mais luta no Brasil, os Correios, atravessam uma das mais duras batalhas contra o governo Federal de toda a história recente.
Os trabalhadores exigem 400 reais de aumento linear, 6,7% de reajuste referente à inflação do último período, além de 23% de perdas acumuladas desde 1994, entre outros itens da pauta de reivindicações.
Apesar da pauta ter sido entregue em julho, o governo não acenou com nenhuma proposta. Até o dia 13 de setembro, o mesmo dia que foram marcadas as assembléias de deflagração de greve, não havia proposta alguma, porém no último dia veio uma proposta que soou como piada entre os trabalhadores já que não contemplava a necessidade da categoria - 50 reais linear, e a inflação de 6,8%! Um total desrespeito a categoria que tem sido afetada por uma sobrecarga absurda e ainda por cima garantiu um aumento de lucro em 48% somente no primeiro semestre.
O governo Dilma e o ministro das telecomunicações Paulo Bernardo, demonstravam que não permitiriam uma greve, já que resultaria em desgaste político. Mas com uma proposta dessas a categoria não viu outra alternativa se não a luta.
Hoje a categoria atravessa o oitavo dia de greve e já é uma das maiores de todos os tempos, todos os 35 sindicatos aderiram, até mesmo sindicatos que historicamente não fazem greve, como o sindicato de Santa Maria, no interior de RS, acabou aderindo. Em uma clara demonstração de que a base pressionou todos os sindicalistas pelegos.
Tudo isso só é reflexo de uma radicalização da base que esta percebendo que a única saída para responder a todos os ataques e arrancar um reajuste digno é indo à luta. Na memória dos trabalhadores esta viva a imagem de seus contracheque onde foi creditado o valor de 0,1% de reajuste em 2010!
A categoria exige reajuste digno e não haverá sindicalista vendido que poderá rifar a luta da categoria como tem acontecido nos últimos anos, onde PT/PCdoB seguiram à risca os ditames do governo e entregaram a luta da categoria.
O governo e a direção da ECT, composta por ex-sindicalistas tem retaliados os trabalhadores desde o primeiro dia de paralisação. A ameaça é constante da mesma maneira que ocorria nos tempos de ditadura. Wagner Pinheiro, o presidente da ECT, logo no primeiro dia de greve anunciou em entrevista coletiva que iria cortar o ponto dos trabalhadores, e só iria negociar quando a greve fosse encerrada.
OS trabalhadores responderam a essas declarações e ataques ampliando as mobilizações e intensificando as manifestações ganhando a opinião pública para sua luta.
O Sintect/RS, onde militantes do Movimento Revolucionário compõe parte da direção executiva, tem sido exemplo de luta a todo o país. Já foram diversas manifestações de rua e atos públicos. A mais recente manifestação, no oitavo dia de paralisação, quase mil trabalhadores marcharam pelas ruas do centro Porto Alegre até a sede do diretório do PT. Os trabalhadores durante a caminhada gritavam palavras de ordem que denunciavam o caráter desse governo. “Dilma que papelão, a MP é a privatização”, ou “Quem te viu, quem te vê a direita é mais “esquerda” que o PT” em uma clara ironia pelo passado de luta que hoje é pisoteado pelo governo dirigido por ex-sindicalistas. Na manifestação os trabalhadores levaram uma boneca representando a presidente Dilma e atearam fogo em demonstração de toda a revolta diante da truculência desse governo que não negocia e ainda retalia os trabalhadores.
Já estão marcadas as próximas manifestações em Porto Alegre e no restante do estado do Rio Grande do Sul. Os trabalhadores do estado, assim como no país todo seguirão mobilizados até conquistarem um reajuste digno e o abono dos dias parados.