Movimento Revolucionário fortalece a luta dos trabalhadores em Correios. Bloco dos 17 sindicatos contra o acordo de dois anos, por iniciativa do MR, lutará por campanha salarial em 2010.
Em reunião ocorrida neste sábado, dia 7, houve reunião do Bloco dos 17 sindicatos que se opõem ao acordo de dois anos, assinado pela maioria da Federação dos sindicatos, dirigida pelos governistas da CUT e CTB, em 2009.
Apesar da pouca participação, já que nem todos os sindicatos estavam representados, houve avanços significativos no que se trata da campanha salarial 2010, e todo o significado disso.
O acordo de dois anos foi aplicado para garantir que não houvesse lutas, enquanto o governo Lula desmonta a empresa, terceirizando vários setores, adiando o concurso público, e aplicando os Correios S/A.
Há um ataque aos trabalhadores ecetistas, e a população é quem paga o preço, com os atrasos na entrega e, agora, também sendo preparada a venda de um patrimônio público, já que os Correios é uma das poucas estatais 100% pública.
Por iniciativa do Movimento Revolucionário, com seus representantes que estão à frente da base da categoria, se votou alguns eixos principais para se apresentarem nas assembleias do dia 10 de agosto, na próxima terça-feira.
São eles: R$ 300 lineares incorporados ao salário; reposição das perdas salariais acumuladas em 35%; contratações imediatas; "Concurso Público Já!"; "Não à privatização e terceirizações"; e " Contra os Correios S/A".
Outra iniciativa aprovada na reunião foi o envio de representantes sindicais para disputarem as assembleias que são dirigidas pelos sindicatos traidores.
Rio de Janeiro e São Paulo, as duas principais capitais do país, precisam estar em luta para que o restante dos trabalhadores do país se sinta confiante para entrar em luta também. Assim, os dirigentes dos outros estados devem fazer o maior esforço possível para girarem pessoas para estas assembleias.
A categoria, apesar de seus dirigentes dizerem o contrário, quer sim lutar contra o desmonte da empresa e por melhores condições de trabalho e salário.
Nós entendemos que a luta desta categoria, que tem sido exemplo para o conjunto da classe trabalhadora brasileira, é fundamental, e deve se repetir este ano.
Um ano sem luta significa referendar o acordo de dois anos que não devemos reconhecer de forma alguma, e aceitar todo o desmonte que o governo Lula está aplicando com a conivência dos governistas que estão à frente dos sindicatos da categoria.
Lutar por um Correios público, de qualidade, sob comando dos trabalhadores, começa por garantir a campanha salarial 2010, já que ela representaria uma derrota nos planos do governo Lula, de privatizar a empresa. Vamos lutar para derrotar Lula, garantindo o direito dos trabalhadores ecetistas!
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