Práticas anti-sindicais cada vez mais recorrentes. São os agentes do governo agindo no movimento!
Os trabalhadores nesse segundo semestre tem encampado as mais exemplares greve e lutas, mesmo com a pressão das direções traidoras para aceitarem acordos rebaixados a base das categorias tem garantido a continuidade das greves.
Mas diante de tantas lutas simultaneamente surge uma necessidade imperiosa para garantir as vitórias das categorias - a unificação.
Existem categorias nacionais em plena luta, bancários e trabalhadores dos correios, conjuntamente os trabalhadores servidores públicos da justiça federal também lutam para garantir melhores salários e condições de trabalho. Além disso, os petroleiros estão em campanha salarial e a qualquer momento podem entrar em greve.
Além dessas categorias federais, onde o agente do arrocho é o mesmo – o governo Dilma – existem inúmeras categorias estaduais em luta, professores, policiais civis, policiais militares, etc.
Seguindo a simples lógica formal, que nos diz que se os trabalhadores se juntam para pressionar os governos e patrões, a garantia de vitória é maior, ainda mais em casos onde o patrão é o mesmo.
Porém o que temos visto em todas as lutas é o oposto. Existe uma definição deliberada para evitar a unificação das lutas. Isso corre por que a maioria dos sindicatos seguem sendo dirigidos por setores atrelados ao governo Dilma. PT e PCdoB são majoritários nas principais categorias que encampam duras batalhas contra o governo. Na greve de bancários em todo o país ocorre algo sem precedente. Trabalhadores que estão fazendo a mesma greve, porém são de bancos distintos, são impossibilitados de participar das assembleias de seus colegas de categoria. Se um trabalhador é da Caixa, não poderá participar das assembleia dos bancos privados e assim por diante, tudo para garantir que tudo permaneça sob a batuta dos cutistas e por consequência do governo e do patrão.
Caso haja a unificação das categorias é muito provável que as manifestações e atuações saiam do controle dessas direções traidoras.
Os dirigentes da CUT, CTB, força sindical e todas as direções pelegas precisam acabar com a democracia operária para garantir que não haja confronto e críticas a sua própria direção e principalmente aos governos que apóiam.
Dessa forma os dirigentes são obrigados a impedir que a base fale nas assembleias, impedir que pessoas de outras categorias participem de atividades, prestando solidariedade de classe. E o que esta cada vez mais comum, os dirigentes pelegos utilizam cada vez mais seguranças contratados, verdadeiros bate-paus para inibir qualquer iniciativa contraria a direção traidora.
Os trabalhadores quanto mais vão à luta mais se atritam com essas direções, que são verdadeiros entraves para a vitória das lutas e greves.
Nesse ano duras lições estão sendo aprendidas pelos trabalhadores que significarão em desgastes a essas direções.
Os trabalhadores de base que realmente querem lutar contra o governo e os patrões devem lutar também para desmascarar essas direções traidoras, para fazer a luta consequentemente até a vitória.
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