Publicado em 12/04/2010

Congresso da Classe Trabalhadora
Dias 5 e 6 de Junho

Leia nossa tese:
Por uma Central de Luta, Antigovernista, de Base e Socialista

Nos dias 5 e 6 de junho, ocorrerá O CONCLAT (Congresso da Classe Trabalhadora), que irá fundar uma nova Central Sindical no Brasil, resultado da unificação da Conlutas, Intersindical, MTL, MTST e outros movimentos de luta.

Existe uma tese para esse congresso, assinada por ativistas e entidades de norte a sul desse país, que defende um modelo de central sindical de luta, que enfrente o governo e os patrões, com independência e, sobretudo, com democracia e pela base, diferente do que temos visto no movimento sindical nos dias de hoje. 

Para nós, a Nova Central deve corresponder ao momento que atravessa a classe trabalhadora, onde de um lado enfrenta uma dos piores ataques ao emprego, salário e direitos por parte dos patrões e, por outro lado, resiste e luta cada vez mais, colocando governos contra a parede e permitindo que os trabalhadores determinem um programa e uma tarefa para ação, que vai no sentido da derrota dos governos, sejam neoliberais ou de frente-popular (aqueles que fingem ser de esquerda mas governam para os grandes empresários), da defesa do socialismo e da ação direta, como contrapartida aos projetos eleitoreiros, que apostam na via institucional e na manutenção do capitalismo como pequenas reformas. Por isso, a ação prioritária deve ser nas ruas, nas greves, ocupações e protestos da classe trabalhadora e movimento popular.

É necessária uma Central que enfrente os governos e os patrões, defenda outro tipo de sociedade, socialista, e lute também contra toda a forma de opressão, racial, de gênero ou orientação sexual, que lute em defesa do meio ambiente e contra a exploração anárquica capitalista sobre os recursos naturais, que tem condenado milhões de pessoas à morte, sofrimento e condições de vida subumanas.

        Mas para isso, esta nova central precisa ser dirigida e controlada pela base, com um programa de combate aos burocratas e pelegos sindicais, mesmo os que estarão em suas próprias fileiras. Esta luta precisará ser feita de forma fraterna, mas firme, por dentro dos organismos da nova central, que deve assumir um programa alternativo ao que propõe sua atual maioria.

Por isso, é necessária uma direção combatente, que não faça conchavos com os governistas do movimento e acordos de cúpula visando somente cargos e votos em eleições. Que o referencial seja o avanço da luta rumo à sociedade socialista, e que sejam retomadas em todas as categorias a campanha de desfiliação da CUT, CTB, Força Sindical e outras entidades pelegas.

Nesse sentido, dentro da nova central, será necessário travar uma luta contra as correntes que dirigem esse processo de unificação, pois pretendem repetir dentro dos novos movimentos os mesmos erros que a CUT cometeu, priorizando cargos e aparatos em detrimento das lutas.

Defendemos que todos os ativistas honestos, de base ou dirigentes, comprometidos com a luta antiburocrática e antigovernista ingressem na nova central, e que juntos conosco, ajudem a construir um pólo de luta e socialista, que se diferencie da provável maioria desta nova central, apresentando uma concepção democrática, plural e da ação direta para esta nova central.

Após o Conclat, é determinante que se inicie uma ampla campanha de agitação nacional sobre a nova central, com panfletos, cartazes e adesivos divulgando seu programa na base de todas as entidades dos trabalhadores e em grandes centros urbanos, para que ganhe visibilidade entre as massas e a classe trabalhadora .

Defendemos também que na primeira semana de agosto seja construído um grande processo de paralisação das principais categorias de luta do país, como uma preparação para a unificação das campanhas salariais de correios, bancários, petroleiros, metalúrgicos, servidores, etc., que ocorrerá logo em seguida.

POR UMA CENTRAL DE BASE, CONTROLADA PELOS TRABALHADORES!

Para que a Nova Central sindical seja um instrumento de luta dos trabalhadores, capaz de garantir vitórias à nossa classe ela não pode ser de cúpula e vacilante. É preciso que a base das categorias, dentro dos locais de trabalho, discuta os rumos dessa central e a controlem, como única forma de combater a burocratização e fazer com que essa ferramenta ganhe apoio em amplos setores da nossa classe.

É preciso que desde o congresso de fundação até os encontros nacionais e regionais, que devem ser regulares e mais frequentes, os trabalhadores discutam a respeito das bandeiras e tarefas que nortearão as ações da central, o que hoje fica restrito a alguns poucos dirigentes das entidades.

Como expressão desse caráter de base, a central deve ter um funcionamento com uma coordenação aberta, em que todas as entidades que reivindicam e constroem a central devam estar representadas com direito a voto nas reuniões.

  • Todo apoio aos trabalhadores da Grécia! Abaixo o plano de ajuste do FMI!
  • Contra as demissões e ataques do capitalismo! Todo apoio as greves, ocupações e protestos!
  • Fora Lula e o imperialismo do Haiti. Que os trabalhadores controlem a reconstrução do país!
  • Fora Obama do Iraque/Afeganistão. Todo apoio à resistência!
  • Pelo fim do Estado genocida de Israel!
  • Derrotar o PT e a oposição de direita! Abaixo o Congresso Corrupto!
  • Pela reestatização das empresas privatizadas e estatização de todo o sistema financeiro e principais empresas, sob controle dos trabalhadores.
  • Pela redução da jornada de trabalho para 36h semanais.
  •  Isenção das taxas de água e luz para desempregados, com passe livre a eles e à juventude.
  • Prisão e confisco dos bens dos corruptos e corruptores.
  • As eleições não mudam nada. Por candidaturas de luta e revolucionárias, contra as saídas reformistas e institucionais.
  • Por uma direção classista, de luta e pela base para o movimento.
  • Contra toda forma de opressão, de raça, gênero ou orientação sexual.
  • Pela implantação da licença-maternidade de 6 meses para todas, sem isenções às empresas.    
  • Pela legalização imediata do aborto, público, gratuito, e sem burocracia.
  • Cotas para negros (as) e indígenas nas universidades e serviço público.
  • Racismo é crime. Prisão e confisco dos bens dos racistas.
  • Por uma nova central de luta, de combate aos governos e pela base.
  • Por reuniões de coordenação nacionais e regionais, regulares e abertas a todas as entidades e ativistas que defendem a nova central.

 

 

                     

 

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