Publicado em 09/10/2011

5 de outubro uma dia que entrou para a história dos trabalhadores de correios

        No dia 4 de outubro os trabalhadores de correios que estão encampando uma das mais poderosas greves de sua história foram surpreendidos.

Fátima Bernardes e William Bonner, como agentes direitos do governo, noticiaram o fim da greve que já estava em seu 21º dia.

        Os trabalhadores foram tomados pela revolta, já que a mídia dizia que Comando de Negociação havia chegado a um acordo e que os trabalhadores estariam retomando as atividades de trabalho a partir de quinta-feira (06/10).

        Nas assembleias marcadas para o dia seguinte os trabalhadores já estavam prontos para responder a essa proposta rebaixada e principalmente a essa traição absurda por parte de organizações e pessoas, conhecidos traidores da categoria como PT e PCdoB.

Os trabalhadores lotaram cada uma das assembleias para dizerem um grande não à proposta e votar pela continuidade da greve por tempo indeterminado.

        As direções traidoras, totalmente atreladas ao governo, foram prontas para defender a proposta rebaixada, nos lugares em que o fizeram foram rechaçados e sua autoridade totalmente questionada. Na maioria dos lugares os trabalhadores fizeram as direções do PT e do PCdoB ficarem acuados e não terem coragem de declarar realmente seu posicionamento.

        No Sintect/RS o rechaço foi unânime, tanto por parte da base, quanto pela sua direção, onde militantes do MR a compõe.

No Sintect/SP dirigido pelo PCdoB os trabalhadores sabiam que a direção do sindicato, assim como os integrantes do PCdoB que compõe o comando de negociação, eram favoráveis a proposta. Na memória dos trabalhadores esta viva também a traição feita por essa direção que aprovou o acordo bianual, responsável por 0,1% de reajuste em 2010 e possibilitou o desmonte da ECT.

Assim os trabalhadores desde o início da atividade gritavam Greve!

A direção acuada demorou 2 horas para chegar até o local da assembleia. Cercados por 20 seguranças subiram ao carro de som onde tiveram muitas dificuldades em encaminhar as votações. A base não queria ouvir essa direção traidora e não foram poucas as garrafas jogadas pela base para acertar nos traidores.

O resultado era o esperado, a direção do Sintect/SP ficou acuada e não teve condições de defender a proposta e votaram com a base pela rejeição da proposta e pela continuidade da greve. Mas a direção não perdeu oportunidade para amedrontar a categoria dizendo que se fosse a julgamento no TST os trabalhadores teriam que voltar ao trabalho.

No RJ o quadro foi basicamente o mesmo, com o agravante de que um dos representantes do comando de negociação Cláudio Roberto de Oliveira e Silva participou da assembleia para defender a famigerada proposta.

A base o vaiou e centenas viraram de costas em protesto a atitude de ter assinado embaixo da proposta traidora.

Esse cenário se reproduziu em cada uma das assembleias dos sindicatos, onde a base atropelou o governo Dilma, e seus aliados no movimento sindical. O resultado foi que todos os 35 sindicatos disseram Não a proposta!

Por isso o dia 5 de outubro de 2011 ficará marcado para os trabalhadores ecetistas, assim como é uma data importante para a classe trabalhadora em seu conjunto. O dia em que os trabalhadores dos correios atropelaram a Globo e o conjunto da mídia, o governo Dilma e seus ministros e aliados e principalmente o governismo no movimento sindical.

 

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