Publicado em 26/09/2010

Trabalhador de Correios, apesar da traição não desanimam. A luta contra Lula e os governistas avança.

A categoria de Correios vive seus piores anos de ataques: Plano de Contigência, um PCCS ataca direitos dos trabalhadores, ameaça de venda dos correios; e tudo isso se somando a sobre-carga de trabalho e falta de efetivo.

Porém os ataques que estão sendo aplicados hoje só foram possíveis de serem efetuados por que em 2009, a Fentect (Federação dos trabalhadores em Correios), parte do comando de negociação ligado ao governo Lula, no meio da greve que se encampava em 2009, assinou o Acordo Bianual, um acordo que garante para a empresa e governo 2 anos sem ter lutas por reivindicações salariais. E a outra parte deste comando, composto pela Conlutas, MRL, mesmo se dizendo contrários ao acordo rechaçado pela categoria, não tomaram nenhuma iniciativa para que fosse barrado.

Mas mesmo tendo esse empecilho construído propositalmente pelo governo Lula, em conluio com movimento sindical ligado a CUT e CTB, grande parte dos sindicatos entendiam que era necessário dar resposta aos ataques que os trabalhadores vêm sofrendo. E isso significa chamar uma greve para barrar estes ataques, programada inicialmente para o dia 16 de setembro, entendendo que tudo se encaminha para a privatização da empresa e por conseqüência a ameaça do emprego de cada trabalhador.

O receio de que o movimento saia do controle da empresa e do governo é grande. Por isso, mesmo alguns sindicatos ligados ao governo terem assumido a responsabilidade de chamar a greve, trabalhariam para desmobilizar e trair a categoria.

Os sindicatos ligados ao governo não só não mobilizaram, como em alguns lugares nem se quer chamaram as assembléias que deveriam ocorrer na véspera do indicativo de greve. Em uma clara demonstração de irresponsabilidade com os trabalhadores, e ainda com maior clareza o grau de atrelamento destes traidores ao governo. Ainda tinham a cara de pau de usar o acordo bianual para amedrontar os trabalhadores dizendo que caso houvesse a luta seria considerada ilegal, uma mentira deslavada!

A categoria entendeu que o momento para fazer uma mobilização e conseguir um termo de compromisso assinado pelos presidenciáveis era agora, durante as eleições, quando a pressão popular é sentida com maior força. Mas os governistas do PT e PCdoB mais uma vez demonstram que seu compromisso é com Lula e a sucessão de seu governo e não com os trabalhadores.

A luta da categoria só não aconteceu por todas estas inúmeras traições, mas como a categoria é forte e mobilizada foram necessárias inúmeras traições para acabar com todas possibilidades. Vale tudo para desmobilizar, desde mentiras; dizendo que a assembléia era em um dia e logo depois mudar, só para confundir os trabalhadores; ate a acordos dos mais escusos com a empresa.

A FENTECT como se demonstra está cada dia mais atrelada à direção da Empresa de Correios, tanto que na véspera das assembléias encaminharam um calendário em conjunto com a empresa onde irá negociar o Plano de Contingência que contratará 10 mil trabalhadores terceirizados, e o SINPE (sistema nacional de negociação permanente), que vai acabar com a data-base e transformar as mesas de negociação em mesas regionais, não mais nacionais. É como se a empresa anunciasse 10 mil demissões no Brasil e ao invés do movimento sindical dizer que não aceita demissão alguma, a FENTECT diz que tudo bem, só que quer negociar quem serão os demitidos!

Não vamos tolerar mais isso! As traições já vêm acontecendo ano após ano e a categoria já não agüenta mais ir à luta e ser traída na calada da noite pelos pelegos da CUT e CTB.

A única alternativa a partir de agora é romper com esta federação que já demonstrou que é ligada diretamente a empresa e serve somente aos interesses do governo Lula. Tanto que agora acerta pauta de reivindicação e datas de assembléias junto da empresa e do governo e não mais com os sindicatos e a base.

Para poder dar resposta aos ataques, a categoria deve estar desprendida de traidores que impede que o movimento avance, mas isso não deve ser feito de forma isolada em alguns poucos sindicatos, mas deve começar uma grande campanha pela ruptura com a FENTECT.

 

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