Obama em visita com pauta capitalista. Dilma colocando o Brasil à venda
Recentemente o presidente Barack Obama veio ao Brasil passando em duas cidades, Brasília e Rio de Janeiro, em uma missão fundamental para a burguesia dos EUA, que ate agora não conseguiram sair da crise econômica, instaurada desde 2008.
O presidente veio ao Brasil para discutir com Dilma as relações econômicas entre os dois países, acompanhado de uma grande comitiva de empresários, atraídos pelas grandes oportunidades de negócios, participaram de reuniões com a burguesia exportadora nacional.
As maiores empresas norte-amercianas não ficaram de fora, representantes da GE, Exxon, Cargill e Bank of América, por exemplo, se reuniram com representantes da burguesia nacional como Odebrecht, Camargo Correa e Vale.
A missão de Obama, com sua visita foi preparar o terreno para a burguesia imperialista aproveitar o fato de que Brasil sediará a copa de 2014, e o Rio, as olimpíadas de 2016, para ampliar a influencia dessas empresas em nosso país.
Para garantir também o “apoio” da população, o presidente em seu discurso ressaltou o “potencial” brasileiro, dizendo que “o Brasil é o país do futuro e o futuro é agora”; em tom de candidato às vésperas de eleições presidenciais no Brasil.
Obama e Dilma alinhados com os interesses imperialistas
Dilma desde que chegou ao poder já sinalizava um aprofundamento da aproximação com os países imperialistas. Na verdade, o governo dos petistas nunca deixara de ser um aliados direto do governo imperialista, basta recordar das inúmeras vezes que George W. Bush, enquanto fortalecia a ofensiva aos trabalhadores do Afeganistão e Iraque, era recebido pelo presidente Lula.
O presidente brasileiro, para preservar sua aparência de independente, algumas vezes criticava alguns posicionamentos do imperialismo. A relação com o Irã, agora revisto por Dilma, é um dos maiores exemplos, onde Lula era contrário às sanções ao país por desenvolverem seu programa nuclear.
Os petistas no poder sempre colocaram o entreguismo aos interesses do capital privado como princípio. As ações da pretrobrás, o lucro dos banqueiros, a venda do pré-sal, etc. são alguns exemplos de como o Brasil sempre se manteve refém da política imperialista aplicada à risca por Lula.
O que se projeta para o próximo período é um acordo ainda maior com a burguesia imperialista. O momento em que Lula governou permitiu um fortalecimento da economia brasileira por que o restante do mundo cresceu, e a economia brasileira, voltada para a exportação de matérias-primas e commodities, é dependente do crescimento dos países ricos. O período vivido por Lula, assim, permitia uma aparente independência em relação ao imperialismo.
O governo de Dilma vivencia um momento econômico totalmente diferente, onde a desvalorização do dólar coloca em cheque a política de exportadora do Brasil, colocando nosso país como mais um destino dos produtos industrializados do hemisfério norte.
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