Publicado em 04/05/2011

Obama quer cortar US$ 4 trilhões em 12 anos. Medida não acabaria com rombo de US$ 14,3 trilhões e ainda vai significar arrocho na saúde e educação dos trabalhadores.

        O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, propôs um plano para cortar o déficit americano e reduzir em cerca de US$ 4 trilhões a dívida pública em um período de até 12 anos. Atualmente, porém, a dívida pública americana está em US$ 14,3 trilhões. Ou seja, o "esforço" que Obama propõe, que vai justificar reduzir as verbas para a cobertura da saúde e assistência social ao longo de mais de uma década sequer vai resolver 30% do problema.

        Na verdade, a proposta de Obama é a mesma política levada adiante pelos demais governos burgueses, imperialistas e semicoloniais, em todo o mundo. Retirada de direitos, ataque às aposentadorias, redução de salários, perseguição a imigrantes. É o que os governos da França, Inglaterra,Grécia, Portugal e todos os outros vêm fazendo, salvando seus banqueiros e jogando os custos da crise nos trabalhadores.

        É também o programa defendido pelos Republicanos e fascistas do Tea Party, que saúdam a redução de impostos como um princípio rumo ao "Estado mínimo" e a um orçamento voltado apenas à compra de armas, com saúde, educação e previdência existindo só para quem paga por elas.

        Demagogicamente, Obama afirmou que sua proposta "põe todo tipo de despesa sobre a mesa, mas protege a classe média", os "aposentados" e os "investimentos no futuro". O que exatamente isso quer dizer? E como seria possível cortar 4 trilhões de dólares sem atacar áreas essenciais? É óbvio que isso é impossível, assim como é impossível que Dilma corte R$ 50 bilhões apenas em 2011 sem que isso signifique destruir os investimentos sociais.

        É preciso que os trabalhadores dos Estados Unidos lutem contra o plano de arrocho de Obama, no que devem ser apoiados pelos trabalhadores do mundo todo. Nós defendemos o corte das despesas bélicas e o fim dos incentivos fiscais aos ricos e aos banqueiros e multinacionais imperialistas.

        Os EUA, mais que qualquer outro país, podem garantir a redução da jornada de trabalho a 36h semanais, o aumento geral dos salários e a universalização de uma Previdência, saúde e educação gratuitas, públicas e de qualidade. Para isso, no entanto, é necessário que se derrote Obama, os Democratas e os Republicanos, rumo a um governo dos trabalhadores. esta luta, hoje, passa por uma jornada de lutas nacionais para derrotar o corte do orçamento!

 

 

 

 

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