Diretor do FMI é preso por abusar de camareira em hotel de luxo
Um escândalo, que dessa vez não tem nada a ver com a economia, acabou abalando um dos órgãos imperialistas mais importantes, o FMI. Strauss-Kahn, diretor do FMI, renunciou a seu cargo, após ter sido acusado de tentar estuprar uma camareira de um hotel de luxo onde se hospedara. Junto disso se somaram várias noticias do passado do diretor, onde constam acusações de assédio a funcionárias que trabalharam com ele.
Strauss-Kahn além de diretor do FMI era um dos mais cotados pelo Partido Socialista Francês para concorrer contra Sarkozy nas próximas eleições a presidência do país, inclusive sendo um dos favoritos para ganhar. Tudo mudou após os escândalos.
Além de renunciar ao cargo, certamente sua imagem política está abalada e não poderá mais concorrer. A juíza responsável pelo caso determinou que Strauss-Kahn somente receberá habeas corpus mediante o pagamento de fiança de US$ 1 milhão, mas mesmo assim o burocrata francês será monitorado por um bracelete eletrônico e se compromete a ficar em prisão domiciliar em Nova York durante o processo.
No ato de sua renúncia, Strauss-Kahn colocou as seguintes palavras: “É com imensa tristeza que me sinto obrigado a apresentar ao Conselho Administrativo minha renúncia ao posto de diretor-gerente do FMI. Quero dizer que nego com a maior veemência todas as acusações que foram feitas contra mim”.
Hoje ainda existem muitas dúvidas se de fato ocorreu esse escândalo ou se é algo armado para acabar com a imagem política do diretor e provável candidato a presidência da França. Apesar de não ser nenhum fato econômico essa noticia causou queda nas bolsas de valores e abalou ainda mais a imagem do FMI diante do mundo todo, não a toa já foi nomeada outra pessoa para ocupar o cargo de Strauss-Kahn na tentativa de fechar a crise.
Pior que o escândalo de Strauss-Kahn são os crimes legalizados do FMI
Hoje se dá muita atenção a esse fato, e não poderia ser diferente, pois envolve um dos principais figurões do Fundo Monetário Internacional. É importante ressaltar que fatos como são corriqueiros nos círculos de poder, que envolve muito dinheiro além de diversas atividades ilícitas.
Berlusconi na Itália, por exemplo, é acusado de bancar orgias com prostitutas de luxo menores de idade. Para esses senhores o dinheiro lhes dá poderes de assediar, corromper quem quer que seja, pois para eles nada acontece, assim como nada acontece com Berlusconi, também provavelmente nada acontecerá com Strauss-Kahn.
Mas pior que isso, as baixarias envolvendo grandes magnatas da burguesia, são os ataques econômicos que o FMI há anos aplica contra povos do mundo todo. No Brasil até hoje boa parte da riqueza produzida pelos trabalhadores vai para pagar a dívida com o Fundo Monetário Internacional.
Enquanto se dá vazão a essa notícia em Portugal milhares de manifestantes vão às ruas contra o acordo de resgate de 78 bilhões de euros, acertado com o FMI e a União Européia. O plano prevê a redução gradual do déficit do país para 5,9% do PIB este ano, 4,5% em 2012, em troca da garantia de que o governo arroche salários, aumente a idade mínima para aposentadoria, enfim, ataque vários direitos.
Além da punição por assédio a uma trabalhadora efetuado por um inimigo dos trabalhadores, é fundamental colocar a necessidade de punir todos os burocratas das instituições imperialistas pelos crimes políticos e econômicos que desferem contra os trabalhadores.
Não só Strauss-Kahn, mas todos agentes do imperialismo deveriam ser presos por seus crimes políticos, econômicos e morais contra os trabalhadores.
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