Crise humanitária no Quênia!
Muito se fala dos reflexos do aquecimento global que ocorre na Europa atualmente, onde as temperaturas marcam mais de 40º C. Mas há piores situações que não entram no foco dos noticiários da mídia burguesa, na intenção de esconder as piores faces do capitalismo.
A Somália vive a pior seca dos últimos cinquenta anos, que afetou 11 milhões de pessoas na região chamada de Chifre da África, fazendo com que grande parte da população percorra a pé longas distâncias em busca de terras com pastagens para seus rebanhos, comida e água. Noticiam-se famílias inteiras que, de pés descalços, andaram 22 dias até chegar ao leste do Quênia. A desnutrição está em níveis críticos, de cada três crianças e adolescentes uma é desnutrida.
Soma-se à crise climática, a instabilidade política que vive a Somália desde 1991, ano em que o país deixou de possuir um governo efetivo.
Neste mesmo ano a Acnur (Agência da ONU para refugiados) criou três acampamentos nessa região o de Ifo, Hagadera e Dadaab, este último com capacidade para atender 90 mil pessoas e atualmente possui 400 mil em seu território (a terceira maior concentração populacional do país), e a cada dia chegam, em cada um desses acampamentos, cerca de 1300 pessoas.
Existe uma verdadeira crise humanitária na região por que não existem as mínimas condições de atender as necessidades das pessoas que passam a integrar os acampamentos. Crianças acampadas com subnutrição aguardam semanas até receber o primeiro prato de comida.
Porém toda essa fuga dos somalis não resolve problema algum, já que não existem tendas suficientes para todos, nem mesmo condições sanitárias, o que obriga a maioria dessa população a fazer suas necessidas ao ar livre, aumento o risco de doenças.
Segundo estimativas, para suprir as necessidades de tendas do acampamento de Dadaab precisa-se de 24 mil barracas, que custam US$ 406 cada, e já prometeram US$ 12 mil, ou seja nada perto do orçamento que a ONU utiliza em suas ações “humanitárias” no Haiti onde os capacetes azuis – como são chamados os soldados à serviço da ONU – reprimem uma população que vive uma realidade similar a da população africana.
Quando vemos este tipo de acontecimento nos defrontamos a pior face do capitalismo, já que é impossível, por que esse sistema econômico é cheio de contradições, garantir riqueza a toda população. Enquanto os trabalhadores dos países da Europa lutam para não perder alguns direitos, existem populações inteiras em que já perderam tudo, até mesmo o direito de viver. É isso que o capitalismo prepara a toda humanidade, cada vez mais pobreza e sofrimento a todos homens e mulheres.
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