Publicado em 23/07/2011

Seguem os protestos no Egito

Os egípcios voltam a protestar. Os manifestantes dizem que o conselho militar, que está incumbido de implementar reformas, está um fracasso a medida que nada avança no país.

Bloquearam o tráfego na praça Tahrir, no Cairo, principal via de passagem e coração dos protestos que derrubaram Mubarak em fevereiro. Barracas foram montadas na praça onde alguns manifestantes estavam acampados, em uma clara demonstração que o acampamento, e principalmente, suas bandeiras continuam latentes.
        Em Alexandria, segunda maior cidade egípcia, cerca de 100 manifestantes também estavam acampados em uma das principais praças do centro. Essas manifestações ocorrem como comprovação de que os egípcios lutam não só por democracia (e nem isso o governo provisório está conseguindo conceder), mas principalmente em relação as condições de vida. Também querem a punição de todos que mataram manifestantes nos conflitos que derrubaram Mubarak.
Reformar o regime e o capitalismo é alternativa: Pela Revolução Árabe e Socialista

Não tinha como ser diferente, e por mais que os protestos não estejam na mesma intensidade de quando derrubaram Mubarak, o capitalismo com seus diferentes regimes (ditaduras, democracia burguesa, etc) não é capaz de apresentar uma saída para a classe trabalhadora diante de suas necessidades. No Iraque o governo democrático imposto pelo imperialismo não resolve problema algum da população. Os EUA passaram anos apoiando as ditaduras no mundo Árabe e quando vêem seus governos em crise se utilizam da democracia burguesa como escapatória, como forma de não perder todo o controle na região.

        A luta do povo Egípcio dá ensinamentos aos trabalhadores no mundo todo, a Espanha, um dos países que vem utilizando os mesmos métodos de luta que os árabes, mostra que mesmo a “democracia” burguesa fajuta, controlada pelo imperialismo, através de governos populistas não muda a vida dos trabalhadores.   

É a hora de exigir democracia real no Egito, através de um estado operário baseado em votações diretas e mandatos revogáveis a qualquer momento, baseado nas organizações operárias recém formados e que as praças ocupadas por manifestantes se tornem os fóruns de decisão dos rumos do país.

 

 

 

 

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