O valor da crise: imperialismo aprova pacote de 158 bilhões de Euros para salvar a Grécia.
Na quinta-feira dia 21 de julho o imperialismo europeu entrou em acordo sobre as medidas para salvar a economia da Grécia, a mais ameaçada pela crise que se arrasta desde 2008.
O pacote de auxilio já soma 158 bilhões de Euros sendo 12,6 bilhões em dívidas que a União Européia irá recomprar para renegociar com outros investidores; 109 bilhões de empréstimos da União Européia e FMI; e ainda 37 bilhões em renegociamento de dívidas do governo que está nas mão de da iniciativa privada, esse reajuste será feito através de troca de títulos para papéis com prazo estendido para pagamento.
Até mesmo alguns economistas burgueses admitem que se trata de um calote parcial aos credores do governo Grego, já que esses 37 bilhões de euros representam parte do que deveria estar indo para os bolsos dos especuladores imediatamente, ou em um período próximo, mas a União Européia foi obrigada a tomar a medida de estender os prazos de pagamento, sem que seja aumentado os juros. Ou seja, algumas empresas e bancos vão demorar mais tempo para reaver seu empréstimo, e ou investimento, sem que sejam compensados com o aumento nos juros dessa dívida.
A Fitch Ratings, uma agência de risco, classificou o país como “Default Restrito”, ou seja, moratória parcial. Essas agências de risco servem como parâmetros para grupos de investidores e especuladores para determinar onde investem seu dinheiro. Com essa classificação a Grécia perderá uma boa parte de investimentos, o que por sua vez, implica na continuidade e agravamento da crise que já se prolonga.
O grande temor da burguesia internacional agora é que tenham que fazer isso em todos os países que estão próximos da situação da Grécia. “A situação da Grécia é diferente da dos demais países e por isso exige uma resposta excepcional” disse Herman van Rompuy, presidente do Conselhor Europeu. Acalmando os especuladores internacionais Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu declara: “O envolvimento do setor privado vai se limitar à Grécia e apenas à Grécia. Não houve declaração de default.” Os burocratas da burguesia se pronunciaram dessa maneira já que temem principalmente ter que pagar o salvamento de outras economias.
A burguesia para aplicar todo esse projeto deve aplicar, como já vem fazendo, um duro arrocho aos trabalhadores, cortes de verbas e etc. Ao mesmo tempo essas medidas não trarão alívio imediato diante da profunda crise que se instaurou.
A única solução que se coloca como possível para fazer com que o país saia da crise e garanta uma vida digna para os trabalhadores é a expropriação da burguesia, por meio de uma revolução. Os primeiros a terem suas necessidades contempladas com o plano do governo são os patrões, enquanto que para os trabalhadores só restam os ataques. Dessa forma somente impondo, nas ruas, uma verdadeira revolução será possível existir uma economia planificada para o país e que os trabalhadores não percam seus direitos.
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