Os indignados protestam em frente ao Parlamento Grego contra pacotes de ataques
A Grécia é um país situado no sudeste da Europa e possui uma população de aproximadamente 11,2 milhões de habitantes, é conhecida por ser um dos berços da civilização ocidental e é muito famosa por sua mitologia, lenda e mitos.
Mas hoje em dia o país vive uma crise profunda que em nada faz lembrar seu passado glorioso e imperialista. A Grécia atravessa um momento de extrema crise que nada mais é do que um reflexo da situação de toda e Europa, que por culpa de políticas que somente privilegiam grandes empresários, banqueiros, multinacionais, etc., faz o continente todo sangrar e a população sofrer diversos ataques por parte dos governos, perdendo direitos, amargando arrocho salarial, e o desemprego cada vez maior.
Além da Grécia países como a Espanha, Portugal e Irlanda também vivem situações bastante semelhantes e não estão longe de chegarem à bancarrota.
A Europa é um continente onde a quantidade de jovens é baixa em relação à de idosos que está crescendo cada vez mais rápido devido a alta expectativa de vida, e isso ocasiona “cobertor curto” na previdência social onde se cobre a cabeça e se descobre os pés, pois é praticamente impossível fazer investimentos em previdência e em programas para melhor atender os idosos sem deixar de atender a camada mais jovem da população. Esse é um dos motivos que está levando milhares de jovens às ruas dos países europeus e a criarem movimentos como Os Indignados na Espanha e em seguida Os Indignados Gregos, lançados às ruas por não terem mais nenhuma perspectivas de melhora de vida. É comum ver faixas e cartazes com os dizeres “We don´t have any future!” (Nós não temos nenhum futuro).
Desde que começou a fazer parte dos países que utilizam o euro como moeda oficial, a Grécia gastou bem mais do que podia achando que seria capaz de manter sua economia estável se sustentando apenas na boa fase da moeda, que após a queda das Torres Gêmeas teve forte alta devido à insegurança que surgiu nos investidores em relação aos EUA e o Dólar. E principalmente precisou fazer isso para cumprir planos de padronização governamental e social exigido pelos membros da zona do Euro.
Mas a Grécia, durante esse período, gastou bem mais do que poderia aumentando ainda mais suas dividas e agora sem condições de quitá-las é obrigada a recorrer a Troika - Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu (BCE) e União européia (UE) - que em troca pediu para a Grécia implantar um pacote de austeridade que prevê a Privatização de Empresas estatais, demissões em massa de funcionários públicos, aumento de impostos, redução de gastos que afetarão principalmente os investimentos em áreas sociais, etc.
A população não aguenta mais pagar a conta de problemas que a alta burguesia criou e o resultado foi que milhares de gregos indignados com a situação calamitosa do país, convocaram greves gerais e saíram às ruas para protestar contra o governo e entraram em confronto direto com a policia que mais uma vez é usada contra os trabalhadores.
Os manifestantes dizem que não foram eles que contraíram as dividas e, portanto, não são eles que devem paga-la. Mas nessa quarta-feira dia 29 o Parlamento aprovou o pacote de austeridade e mostrou a todos que para eles os interesse dos burgueses falam bem mais alto do que os interesses da população.
As multidões que saem às ruas pelo mundo afora, como os povos árabes e os indignados espanhóis e gregos, servem para nos mostrar que o capitalismo é um sistema falido e não é capaz de desfazer as contradições que ele mesmo criou e ao agravaram-se as crises as multidões serão ainda maiores. Por isso é sempre importante lembrar que os mesmos ataques que os trabalhadores egípcio, líbios, gregos e espanhóis sofrem são os mesmos que os brasileiros, argentinos ou trabalhadores do mundo todo sofrem.
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