Publicado em 27/05/2011

 

Morte de Bin Laden usada como palanque político para legitimar o terrorismo imperialista no mundo todo

Recentemente foi anunciada a morte do Osama Bin Laden, tanto Obama, como as potências imperialistas, comemoraram esse fato como a representação de uma grande vitória contra o terrorismo.

Agora os países imperialistas fazem um balanço positivo de todo o genocídio e arbitrariedade levada a cabo pelas tropas imperialistas no Oriente Médio, assim como a continuidade de Guantánamo e as torturas utilizadas como método de interrogatório, por que só assim, segundo eles, fora possível assassinar Bin Laden e “acabar o terrorismo”.

Depois do ataque de 11 de Setembro de 2001 onde as Torres Gêmeas foram destruídas, assim como o Pentágono foi atingido, a Al Qaeda assumiu a autoria do atentado, o governo dos EUA, apoiado por aliados começaram a caça aos terroristas. Foi com essa desculpa que começou uma série de ocupações nos países do Oriente Médio, com o pretexto da “guerra ao terror” se iniciou uma verdadeira guerra ao petróleo.

Assim, a OTAN invadiu o Afeganistão, acabou com os Talibãs para democratizar o país e a ocupação continua até os dias atuais. O Iraque também foi invadido a fim de acabar com a ditadura de Sadan Hussen, considerada uma verdadeira ameaça mundial por possuir inúmeras armas químicas. Ocorre que, Sadan Hussen foi enforcado, não foi encontrada nenhuma arma química, e mesmo assim a ocupação ao país prossegue.

        No Iraque tenta-se até hoje impor um governo completamente controlado pelos EUA em detrimento de todas as liberdades de uma população que passou anos sendo ameaçada e agredida por um ditador e agora vê no imperialismo seu principal inimigo.

Milhares de trabalhadores foram mortos nessa guerra, que por ironia é chamada de “busca pela paz” pelos lideres das grandes potências. Essa é a paz dos EUA e do imperialismo, a do terror velado, dos governos supostamente democráticos que matam milhares de fome e com guerras nessa busca desenfreada por petróleo e riquezas às custas dos trabalhadores.

Continuidade da política de Bush e uma morte usada como campanha eleitoral

        Duas coisas ficaram ainda mais claras com o anúncio da morte de Osama Bin Laden, a primeira de que comprovadamente, com mais esse fato, a política de Obama em nada se diferencia a de Bush, o iniciador de todas essas guerras e que Obama segue a risca os mesmos planos. E, em segundo, que essa morte está sendo utilizada para induzir que Obama foi “o grande salvador”, que conseguiu acabar com o homem mais procurado do mundo.

Nota-se isso no seu discurso após o anúncio da morte, onde o governo dos EUA tenta criar um clima de que a justiça estava finalmente sendo feita. O que não se diz é que o terrorismo dos EUA diante dos povos do Oriente Médio, através da sua “guerra pela paz”, matou muito mais que os atentados às torres gêmeas.

        Esse anúncio acontece justamente em um momento em que Obama vem perdendo a popularidade e logo quando lança sua pré-candidatura à presidência nas próximas eleições.

Obama não consegue cumprir as mínimas propostas pelas quais foi supostamente eleito, o sistema de saúde, os imigrantes, a entre relação ao Estado de Israel e a Palestina, e principalmente a crise econômica em que os EUA está longe de se reerguer. Por que enquanto promete aos trabalhadores que votaram em sua candidatura, tem o compromisso com a burguesia norte-americana e seus aliados.

A morte de Osama Bin Laden não é uma vitória dos trabalhadores, e sim do imperialismo e de sua postura genocida e exploradora

        Os trabalhadores devem repudiar todo e qualquer tipo de ação terrorista, pois esse não é um método de luta de nossa classe. Ao atacar as Torres Gêmeas a Al Qaeda e Osama contribuem muito mais para uma reação, como de fato aconteceu, e principalmente, o método terrorista não atinge somente os inimigos de nossa classe a burguesia, o que acaba fazendo que trabalhadores do mundo todo se afastem a causa da resistência contra o imperialismo. Por isso os revolucionários não apoiam o terrorismo. Apesar de que os vários homens bombas que se explodem buscando atingir representantes imperialistas são guiados por sentimentos legítimos de luta contra a exploração e opressão.

Os meios de luta legítimos da classe trabalhadora são as greves, mobilizações, dentro dos partidos, sindicatos, organizações de bairro, etc.

É legitimo inclusive, quando as lutas se acirram, usar de violência por parte da classe trabalhadora, em resposta à repressão imposta pela burguesia.  Não só é necessária como depende disso da vitória da classe. A violência revolucionária torna-se inevitável quando a burguesa que não aceita perder seu domínio e que para isso utiliza a polícia, o exércitos, armas etc.

A morte de Osama longe de acabar com o terrorismo o fortalece ainda mais, tanto o da Al-qaeda quanto o do próprio imperialismo, que por vezes é mais cruel. A medalha de Obama é o caixão de Bin Laden.

A paz mundial somente será alcançada com guerra e violência; mas a violência dos trabalhadores, contra a opressão que sofrem do capitalismo.

        Por isso rechaçamos o discurso de que a morte de Osama é uma vitória. Quem aplaude é Obama, as multinacionais e a burguesia que vê a possibilidade de seus lucros aumentarem o controle das regiões ocupadas. Cada ação que fortaleça o imperialismo é uma derrota aos trabalhadores e que deve servir como lição para lutar com mais força contra o capitalismo nessa sua fase decadente, humilhante, genocida e altamente exploradora, a fase imperialista.

 

 

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