Mubarak desviou riqueza nos últimos dias no poder
O ditador deposto do Egito, Hosni Mubarak, pode ter usado os 18 dias que duraram os protestos no país para desviar parte de sua riqueza para o exterior. Mubarak roubou o Egito por 30 anos, num regime em que multinacionais e potências estrangeiras saquearam o país, e governantes e chefes militares enchiam as contas bancárias. Apenas Mubarak tinha uma fortuna de cerca de no mínimo 5 bilhões de dólares - embora algumas estimativas elevem este valor para 65 bilhões!
Segundo investigações preliminares, a riqueza do ex-ditador foi enviada para bancos ou foi investida em propriedades em Londres, Nova York, Paris e Califórnia.
No dia 11 de fevereiro, o governo suíço anunciou o congelamento de quaisquer bens que pertençam ao ex-presidente ou sua família na Suíça. O porta-voz do Ministério do Relações Exterior do país, Lars Knuchel, disse que a ordem para bloquear qualquer conta bancária entra em vigor imediatamente, mas não deu nenhum detalhes sobre os bens da família.
A população egípcia, que já depôs e escorraçou Mubarak, agora precisa forçar a expropriação de todos os seus bens e sua prisão, com um julgamento sob o controle dos trabalhadores, num processo amplo que deve se sustentar em um Tribunal Popular, que julgue não apenas os crimes financeiros, mas especialmente os culpados pela repressão a milhares de pessoas, o que levou a pelo menos 300 manifestantes mortos durante a revolução no Egito.
As massas não podem confiar na Justiça capitalista do Egito. Tanto a recuperação do dinheiro roubado, como a punição e castigo aos agressores do povo, só serão possíveis através da organização de uma Justiça popular, como parte do avanço da revolução no Egito.
VOLTAR |