Obama continua projeto de Bush e envia mais 1400 soldados norte-americanos
Obama vive uma encruzilhada sobre a guerra do Afeganistão, uma guerra totalmente sem sentido, e que cada vez mais jovens são mortos
De um lado a pressão dos trabalhadores norte-americanos, e apoiados pelo restante do mundo todo, contrários a continuação da guerra E de outro lado se encontram a burguesia que investiu nessa guerra infundada e quer reaver seu dinheiro e seguir lucrando com a guerra.
O atual governo em no final de 2010 anunciou uma mudança nas táticas usadas na ocupação do páis. Ao invés de investir em mais intervenções militares e provocar o conflito aberto como vinha ocorrendo, iria investir na estabilização do governo afegão e nas forças locais, ou seja, preparar soldados afegãos para substituir as tropas da OTAN que ocupam a região. Esse plano, pelo anunciou do governo Obama, deveria ocorrer gradualmente ate 2014.
Mas os anúncios na verdade vieram somente para acalmar os ânimos dos opositores à guerra, do que de fato retirar as tropas norte-americanas. Tanto que Obama logo na primeira semana de janeiro anunciou o envio de mais 1400 soldados para se juntarem aos outros 97 mil soldados já presentes no país.
O plano é enviar mais soldados para não se arriscar em perder o pouco espaço que os EUA ainda mantêm sob sua influência. O que demonstra um claro desespero do imperialismo em não sair derrotado desse conflito.
Enquanto isso a Al-Qaeda e o Talibã continuam aumentando sua influencia. É cada vez mais recorrente o anúncio de células destas organizações em zonas dominadas pelas tropas estrangeiras e até mesmo outros países como o Iêmen e Paquistão.
As forças de resistência têm garantido duras derrotas ao imperialismo. O ano que se encerrou foi considerado o ano mais mortífero desde o inicio da ocupação em 2001, com 711 soldados estrangeiros mortos, sendo que 41 mortos somente no mês de dezembro.
Essas novas medidas de Obama só demonstram o quanto o imperialismo esta impossibilitado de achar soluções simples para seus problemas. O presidente já enfrenta uma onda de impopularidade, demonstrada nas eleições legislativas onde o partido republicano obteve maioria nos cargos dificultando os projetos dos democratas o partido do presidente. Com essa medida a impopularidade deve aumentar.
Assim a luta dos trabalhadores dos EUA e do restante do mundo, que devem aumentar no próximo período, encontrarão um inimigo de classe mais enfraquecido devido as somas das últimas derrotas e impossibilitado de impor seus projetos a qualquer custo.
já que se trata de uma guerra totalmente sem sentido, e que cada vez mais jovens são mortos
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